domingo, 16 de outubro de 2011

Ministra da Cultura rende homenagem a André Mingas

A ministra da Cultura, Rosa e Cruz e Silva, considerou hoje, domingo, em Luanda, que o falecido músico André Mingas vai inspirar à nova geração a preservação dos ritmos angolanos.

Em declarações à Angop, no âmbito do elogio fúnebre de André Mingas, a ministra referiu que o finado deixa, seguramente, um testemunho de artista, sempre na preservação do semba, que é a marca da música popular angolana.

Segundo a ministra, André Mingas foi um "grande" promotor da cultura de Angola, inclusive dirigindo áreas dentro do Ministério da Cultura.


“Ele era um músico com uma sensibilidade fantástica para a poesia, compunha as suas letras e fez um paradigma dentro da música popular angolana, num misto com a tradicional e com a moderna”, disse.

Nascido a 24 de Maio de 1950, André Mingas cresceu no bairro do Cruzeiro, em Luanda, era oriundo de uma família de artistas.


André Mingas foi músico e arquitecto de formação, tendo sido docente universitário em Portugal e Angola. Estudou na Universidade Agostinho Neto e, posteriormente, na Universidade Técnica de Lisboa.

Um dos grandes nomes da música angolana, André Mingas ocupou o cargo de assessor do Presidente da República para os assuntos locais e regionais acumulando, durante alguns anos, com a função de vice-ministro da Cultura de 2002 a 2008.


A música “Esperança” é considerada “uma das virtuosidades do cancioneiro assinada por André Mingas”. Outras canções também merecem destaque no seu percurso artístico, dentre as quais “Tchipalepa” e “Mufete”.





Presidente da República rende homenagem a André Mingas

16-10-2011 12:20

Angop:
Luanda - O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, rendeu hoje (domingo), em Luanda, homenagem a André Mingas, falecido terça-feira passada, em São Paulo, Brasil, vítima de doença prolongada.

Acompanhado da esposa, Ana Paula dos Santos, o Chefe de Estado angolano, no átrio principal da Liga de Amizade e Solidariedade para com os Povos, posicionou-se diante da urna, enquanto se ouvia o Hino Nacional.


De seguida apresentou cumprimentos aos membros da família, para depois descrever, no Livro de Condolências, o malogrado como sendo "um homem do bem, inovador, situado no seu tempo e espaço".

André Mingas, segundo ainda José Eduardo dos Santos, era possuidor de um grande espírito patriótico e génio indomináveis.


Também evocou os seus feitos, no domínio da música, da arquitectura, na política e em outras áreas. "O seu legado deve ser preservado e desenvolvido", escreveu o Presidente da República, que aproveitou o momento para exprimir "dor, tristeza e consternação" pelo infausto acontecimento.


O vice-presidente da República, Fernando da Piedade Dias dos Santos, os presidentes da Assembleia Nacional, Paulo Kassoma, e do Tribunal Constitucional, Rui Ferreira, como outras individualidades, prestaram igualmente tributo.

As homenagens prosseguem no mesmo local até ao funeral, marcado para a manhã de segunda-feira, no Cemitério de "Santa Ana", que será antecedido de uma missa de corpo presente, na Igreja da Sagrada Família.


André Mingas, de 61 anos de idade, músico e compositor, foi, até à morte, secretário do Presidente da República para os Assuntos Locais.

sábado, 15 de outubro de 2011

Jaime de Sousa Araújo - 91º aniversário natalício

Jaime de Sousa Araújo apaga 91 velas.

Considerado uma biblioteca viva e um pilar em que assentam as bases do nacionalismo cultivado pela Liga Nacional Africana, Jaime de Sousa Araújo, tem hoje o carinho dos associados e dirigentes da Liga Africana, herdeira espiritual dos valores cívicos, morais, culturais e patrióticos daquela associação desde o início do século 20.


O corpo directivo da Liga Africana, felicita-o desejando muita saúde e muitos mais anos de vida.









PARABÉNS Vice-Presidente Jaime de Sousa Araújo

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Velório de André Mingas domingo na Liga Africana


 Fonte: Jornal de Angola
O corpo do arquitecto, músico e compositor André Mingas, falecido na terça-feira, aos 61 anos, em São Paulo, vítima de cancro, chega no domingo ao país, confirmou, ontem, ao Jornal de Angola, uma fonte do governo provincial de Luanda. 
O velório é no mesmo dia, à tarde e à noite, na Liga Africana, e o funeral realiza-se na segunda-feira, de manhã, no cemitério do Alto das Cruzes, em Luanda, antecedido de uma missa de corpo presente.
A propósito da morte de André Mingas têm chegado à Redacção do Jornal de Angola várias mensagens.  A do Ministério da Cultura realça que André Mingas foi um homem de cultura e arquitecto de formação, que se dedicou à preservação e valorização da cultura nacional, emprestando todo o saber à divulgação da música angolana no país e no estrangeiro.
“O seu desaparecimento físico empobrece o universo artístico nacional, deixando um grande vazio, só mitigado pelo valor intelectual da sua obra que ficará indelével nos marcos históricos de Angola”, sublinha a mensagem assinada pela ministra Rosa Cruz e Silva.  
A do crítico musical Jomo Fortunato diz que “ousado no seu género, André Mingas deixa uma dor imensa e um vazio irreparável no cenário musical angolano, enquanto ícone incontornável da modernidade estética da música” nacional.
“Cantor e compositor único, pela plasticidade do timbre vocal, André Mingas está na vanguarda da renovação do fraseado da Música Popular Angolana e lutou, até à data da morte, infelizmente prematura, pela internacionalização, efectiva, de um segmento importante da nossa música popular”, frisa o texto.
Jomo Fortunato diz render “eterna homenagem, não só como amigo, companheiro e professor dos artifícios da música, e da arte, na sua generalidade”, mas também por o “ter fortemente influenciado, musicalmente, de forma directa, uma acção que se estende a alguns nomes de cantores paradigmáticos” da música contemporânea angolana.

“Julgo que o melhor tributo à magnitude e alcance estético da sua obra, que se nos afigura intemporal, é dignificar os artistas e a imponente história da Música Popular Angolana”, afirma mensagem, que conclui: “Descansa em paz porque temos a certeza que os teus feitos vão marcar o futuro e prestígio da tradição da nossa música popular”.
A mensagem do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas sublinha que a morte inesperada de André Mingas deixa um vazio na sociedade angolana, em particular na União Nacional dos Artistas e Compositores (Unac).
À Redacção do Jornal de Angola chegaram também mensagens de condolências da União Nacional dos Artistas e Compositores (Unac) das embaixadas de Angola no Botswana, Brasil e na Suécia, Países Nórdicos e Estados Bálticos da Estónia e da Lituânia.
André Mingas, que era cônsul de Angola em São Paulo, desempenhou, entre outros cargos, o de vice-ministro da cultura, assessor do Presidente da República para os Assuntos Locais e Regionais e director Nacional da Massificação Cultural, do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual e da Direcção Nacional de Espectáculos e Direitos de Autor.
A Liga Africana apresenta os mais sentidos pêsames à familia enlutada. Paz à sua alma.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Morreu André Mingas

Angola perde um filho muito querido.

Nesta hora de dor e de luto em que Angola perde um filho muito querido, o arquitecto e músico André Vieira Dias Mingas, a Liga Africana junta-se a todos quantos se revêem nesse enorme sentimento que representa a morte trágica deste filho da pátria e apresenta à familia enlutada os mais elevados sentimentos de pesar.

Paz à sua alma.

Luanda, aos 12 de Outubro de 2011
O Corpo Directivo da Liga Africana

sábado, 8 de outubro de 2011

Prêmio Nobel da Paz de 2011 é dividido entre três mulheres

Thorbjoern Jagland, presidente do comitê do Nobel, argumentou que as laureadas foram "recompensadas por sua luta não violenta pela segurança das mulheres e pelos seus direitos a participar dos processos de paz".
Três mulheres - a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, a também liberiana Leymah Gbowee e a ativista iemenita Tawakkul Karman - foram laureadas com o Prêmio Nobel da Paz de 2011.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (7) em Oslo, Noruega, pelo comitê que outorga o prêmio desde 1901. As vencedoras vão dividir um prêmio de US$ 1,5 milhão.
 
"A esperança do comitê é de que o prêmio ajude a colocar um fim na opressão às mulheres que ainda ocorre em muitos países e a reconhecer o grande potencial para democracia e paz que as mulheres podem representar", disse o presidente do comitê.
"Não podemos alcançar a democracia e a paz duradoura no mundo se as mulheres não obtêm as mesmas oportunidades que os homens para influir nos acontecimentos em todos os níveis da sociedade", disse Jagland.

Tawakkul Karman, Ellen Johnson Sirleaf e Leymah Gbowee

Ellen Johnson Sirleaf, de 72 anos, foi a primeira mulher a ser livremente eleita presidente de um país africano, em 2005. Economista e mãe de quatro filhos, a "Dama de Ferro" tenta a reeleição em pleito marcado para esta terça-feira (11). "Desde sua posse em 2006, contribuiu para garantir a paz na Libéria, para promover o desenvolvimento econômico e social e reforçar o lugar das mulheres", disse Jaglan, ao justificar a premiação

Sua compatriota Leymah Gbowee teve um papel importante como ativista durante a segunda guerra civil liberiana, em 2003. Ela mobilizou as mulheres no país pelo fim da guerra, organizando inclusive uma "greve de sexo" em 2002. Também organizou as mulheres acima de suas divisões étnicas e tribais no país, ajudando a garantir direitos políticos para elas.

E Tawakkul Karman, ativista iemenita pró-direitos das mulheres, tem importante participação na chamada Primavera Árabe, movimento pró-abertura democrática que vem sacudindo politicamente vários países do mundo árabe desde o início do ano. Em entrevista à TV Al Jazeera, ela disse que o prêmio é "uma vitória para todos os ativistas iemenitas", mas que a luta pelos direitos continua no país.
"Nas mais difíceis circunstânias, tanto antes como depois da Primavera Árabe, Tawakkul Karman teve um papel importante na luta pelos direitos das mulheres, pela democracia e pela paz no Iêmen", segundo o comitê.

O Nobel é escolhido por um comitê norueguês de cinco membros, apontados pelo Parlamento da Noruega.
Geralmente, a tendência é optar pela diversidade dos ganhadores. No ano passado, o ativista chinês pró-democracia Liu Xiaobo foi o ganhador.
Em 2009, foi o presidente dos EUA, Barack Obama, por conta de seus esforços em relação à questão nuclear.

Poucas mulheres

Até agora, em 111 anos, apenas 12 mulheres haviam recebido o Nobel da Paz.
A última mulher a ganhar também foi uma africana, a militante ecologista queniana Wangari Maathai, que morreu há pouco. Em 2011, o Nobel da Paz registrou uma cifra recorde de 241 candidaturas de indivíduos e organizações. O prêmio será entregue em Oslo no próximo dia 10 de dezembro.

Desde 1901. Estabelecido em 1901, o Prêmio Nobel tem o objetivo de reconhecer pessoas que tiveram atuações marcantes nas área da física, da química, da medicina, da literatura, da paz -e, desde 1968, também da economia. O prêmio foi estabelecido pelo cientista e inventor sueco Alfred Nobel, criador da dinamite, que morreu em 1895 e uma fundação para administrá-lo.
A premiação consiste de uma medalha, um diploma e um prêmio em dinheiro de 10 milhões de coroas suecas, o equivalente a US$ 1,5 milhão.

Todos os prêmios são concedidos em Estocolmo, capital da Suécia, a não ser o da paz, que é dado em Oslo, capital da Noruega.
Na época em que Nobel era vivo, a Noruega e a Suécia estavam unidas numa monarquia - que durou até 1905, quando a Noruega tornou-se um reino independente. Em seu testamento, Nobel determinou que o prêmio da Paz deveria ser decidido por um comitê norueguês.
Os laureados com o prêmio são escolhidos de uma lista de nomeados, que não é divulgada previamente. Portanto, apesar de haver sempre muitos palpites e "favoritos", é muito difícil saber quem vai vencer.
Muitas vezes, o escolhido passa longe das previsões divulgadas pela imprensa na semana da premiação.
Neste ano, o nome de Ellen Johnson Sirleaf era citado entre os favoritos. E também se falava muito na possibilidade de algum nome ligado à Primavera Árabe ser escolhido. As informações são do G1.

Os corpos gerentes da Liga Africana, congratulam-se com tão elevada distinção a três senhoras que lutam pela paz, democracia e pelos direitos das mulheres de todo o mundo.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

“UMA PÁGINA DA HISTÓRIA DE ANGOLA “


Jaime de Sousa Araújo

Foi nas terras do Cazengo que se forjou a conspiração vergonhosa dos colonos residentes, contra atenta pacífica postura dos naturais de Angola acoimada de “Revolta de Mata Brancos “ .

Estranhamente, de há muito que Portugal sentia a perda das suas colónias africanas, sobretudo no período que antecedeu à independência do Brasil

Os residentes europeus do Kwanza – Norte receavam a afirmação sócio – económica de uma élite de negros e mestiços que reflectiam sobre uma possível auto-determinação do território que desde a expulsão dos Holandeses pelo Almirante Salvador Correia de Sá e Benevides, grande parte dos quadros da Administração Colonial era ocupado por varões brasileiros treinados no negócio de escravos e Importação e Bens procedentes do Brasil.

Desde as últimas décadas do século XIX nos primórdios do século XX várias armadilhas foram urdidas para delimitar a capacidade de intervenção intelectual e económica dos naturais, que souberam sempre defender com brio seus interesses dando resposta adequada aos insolentes que procurassem denegrir a honra dos naturais.

Tanto assim, que no princípio do século XX um grupo de colonos maldosos desferiu ataque aos naturais da terra, através de um “ pasquim periódico de Luanda com título “ “contra grei pela grei “ achando que os nativos não merecem tratamento igual no julgamento das suas faltas ou infracções judiciais. A resposta de uma pléade de intelectuias não se fez tardar em forma de resposta acutilante nos jornais da sua propriedade editados em Luanda.

Em reforço aos insultos editaram um livro sob o título “ Voz de Angola clamando no deserto “ em 1902 com depoimentos e apoio de figuras portuguesas que igualmente responderam a leivosia dos colonos.

Contudo, o diabo tece as maldições armando “ tocaisos “ congeminadas por colonos ávidos de assumirem a posse de bens, imobiliários e terrenos férteis para agricultura.

Assim é que se denuncia a falsa conspiração, quando antes se deram outras revoltas acoimadas de “ mata brancos “, como a do Congo liderada pelo Dom Álvaro Tulante Buta, apoiada por missionários estrangeiros pela ocupação das terras do Congo e pagamento compulsivo “ imposto de cabeça “, dando lugar a deportações em massa em São Tomé e Príncipe, e posteriormente as insurreições em cadeia dos Dembos, Mussende, Ambaca, Amboim – Seles, Libolo, Bailundo e Cunene num período permanente de 20 anos.

Tem convulsões de desapontamentos a repressão colonial permitiu que o Governador Geral Norton de Matos extinguisse por despacho de 1913 Liga Angolana, deportando dentro do país os fundadores:

Manuel Pereira dos Santos Van – Dúnem, José Vieira Dias, António Ferreira de Lacerda e outros.

Acusava então, Norton de Matos as Associações Africanas da época como fulcro das revoltas espalhadas pelo território, permitindo que a sanha revoltosa dos colonos tratasse a Liga por uma “ Associação de Mata Brancos “.

Estávamos no mês de Julho, como agora, quando é forjada a conspiração de colonos do Cazengo contra os naturais da terra servindo de rastilho o intriguismo de joão Baptista de Sá, gerente da Companinha Comercial do Cazengo, por rivalidades comerciais e acusação de ter sido autor de desvio de certa mercadoria dos armazéns do Caminho – de – Ferro no Lucala, segundo o comerciante Manuel Moreira.

As autoridades administrativas trataram de proceder a prisões em massa, envolvendo figuras mais proeminentes da região com destaque para:

      - António Assis Júnior
      - Domingos Van – Dúnem
      - António Joaquim de Miranda, relevante activista da educação dos aborígenes.
      - Paulo Alves da Cunha
      - Fernando Correia Cabral
      - Adriano dos Santos
      - Sérgio José da Silva
      - Manuel Augusto dos Santos
      - Pedro Mendes Duarte
      - Manuel Correia Víctor
      - Filipe de Sá Mello
      - António Faustino
      - José Feliciano Vicente
      - Francisco Jerónimo
      - Francisco Bartolomeu
      - Joaquim Fortuna
      - Félix Adriano
      - Alberto Mateus
      - Francisco Gonçalves
      - Augusto Aleixo da Palma
      - António Luís Da Silva e outros.

As vítimas acima referidas, com destaque para o escritor António Assis Júnior e o chefe da estação do Cazengo, Domingos Van – Dúnem, enclausurados nas masmorras da Fortaleza de São – Miguel de Luanda a partir de Agosto de 1917.

O efeito repressivo das autoridades colónias produziu reacções em cadeia traduzidas pelas revoltas já referidas.

A cabala foi tão bem urdida pelos colonos do Cazengo aliados às autoridades que acabou por envolver o testemunho de vários representantes da terra em recurso interposto por António Assis Júnior nas masmorras da Fortaleza de São Miguel, tendo entre outros prestado declarações figuras respeitadas como:

- O Administrador de circuscrição Antunes Ferreira,
-  O Delegado de Saúde Dr. Augusto de Brito e Nascimento,
José de Sá Vasconcelos Júnior,
- Lucrécio Africano de Carvalho,
-  Carlos Giovetti,
-  Adolfo Correia,
-  Estêvão Fernandes,
-  Casimiro Pereira Bravo,
Alonso de Soto Veiga,
-  Eusébio Rodrigo da Costa
- Adriano dos Santos

De tudo quanto terão a paciência de escutar, assalta–me ao pensamento que as convulsões aqui transmitidas em forma de história tiveram efeitos positivos na tomada de posição dos direitos e liberdades, então restringidos aos naturais da nossa terra.

Contudo, as lições dos nossos antepassados serviram de incentivo à luta de libertação que culminou na independência de que disfrutamos.

Jaime de Sousa Araújo
Liga Africana




































sábado, 1 de outubro de 2011

Dom Damião Franklin, Arcebispo de Luanda é recebido pelo Senhor Presidente da República

O Presidente da República recebeu ontem 30.09.2011 Dom Damião Franklin, Arcebispo de Luanda.
D. Damião Franklin considerou proveitoso o encontro com o Chefe de Estado. “O encontro correu muito bem”, disse o arcebispo de Luanda, indicando que “viemos tratar de assuntos de âmbito bilateral entre a Igreja e o Executivo, em relação a questões, aqui de Luanda, que interessam aos fiéis, que também são cidadãos”. O líder religioso pronunciou-se sobre a situação social na capital angolana, considerando que o quadro actual “pode ser motivo de alerta não só para quem governa, mas também para quem é governado”. Dom Damião Franklin defendeu a necessidade de se “encarar as coisas com realismo, com patriotismo e muito sentido de responsabilidade”. O arcebispo de Luanda considerou “importante sermos os protagonistas da nossa felicidade”, lembrando que “para isso é preciso trabalharmos todos juntos, não só os que governam, mas também os que são governados, pois que a paz social, de que se fala tanto, é um objectivo que deve ser preocupação de todos”.
D. Damião Franklin considerou imperioso que a paz seja preservada, porque “estamos a ver que em pouco tempo Angola avançou muito mais que durante a guerra toda. A guerra gasta financiamentos, gasta as pessoas, traumatiza. Todos nós experimentámos isso em Angola, e é claro que nós não gostaríamos que isso se repetisse”.
A Liga Africana congratula-se com a preocupação da igreja católica na preservação da paz duramente conquistada pelo povo angolano e felicita Sua eminência o arcebispo D. Damião e o Senhor Presidente da República Senhor Engenheiro José Eduardo dos Santos pelo encontro entre ambos.