terça-feira, 29 de maio de 2012

Mestre Kamosso - Exímio executor de Hungu
Um mestre “Abandonado”


Em 1927, nascia no município de Cassanzo, província do Bengo, Miguel Adão Banga ou simplesmente Kamosso.

Encontrado pelo repórter do "O Novo Jornal" que percorreu cerca de 60 quilómetros até ao município de Icolo e Bengo, na vila de Catete, em Luanda, para visitar o mestre do Hungu.

Hoje aos 85 anos, Kamosso enfrenta enormes dificuldades de saúde e para sobreviver faz um exercício titânico.

Fisicamente debilitado, olhar triste, roupas sujas, o mestre do hungu contou que se encontra numa situação de “miséria e abandono”. A sua condição social, de acordo com ele, contribui negativamente para o seu estado de saúde, que se tem revelado cada vez mais precário.

O mestre afirmou que o estado em que se encontra, representa uma “vergonha” para o Governo angolano e a sociedade em geral, por tudo que fez em prol da cultura nacional.

“É vergonha papá. Do jeito que estou, é uma vergonha para o nosso Governo. Para comer tenho de ir tocar na praça. Se eu tivesse aqui em casa um bocado de fuba, peixe e arroz não devia mais ir às barracas tocar.

As pernas não aguentam mais. Estou cansado”, afirmou Kamosso enquanto reclamava das fortes dores nas pernas que o afecta já há algum tempo.

Tocados por esta triste e lamentável situação, a Liga Africana solidariza-se com este mais velho e lança um veemente apelo ao Ministério da Cultura e à SOCIEDADE em geral, de ajuda a este simbolo da cultura nacional.

domingo, 27 de maio de 2012

Liga Africana perde mais um membro fundador


Narciso Coche da Costa

A Liga Africana perde mais um membro fundador.

Narciso Coche da Costa, sócio fundador e Secretário-geral Adjunto da Liga Africana, morreu no passado dia 24/05/2012, após prolongada doença.

Nesta hora de dor e consternação, a Direcção, em nome de todo o corpo directivo e sócios da Liga Africana, endereça aos familiares os mais profundos sentimentos de pesar pela perda deste ilustre filho de Angola.

Paz à sua alma.

Liga Africana organiza Fórum

Novo Jornal - Edição nº 227 - 25 de Maio 2012 Associações cívicas discutem papel de Angola na CPLP

O papel de Angola na Comunidade de países de Língua oficial Portuguesa (CPLP) é o tema de um fórum a ser realizado no mês de Julho, em Luanda, pela Liga Africana, em parceria com a Federação Portuguesa das Associações Cívicas do Espaço Lusófono (FACEL), soube o Novo Jornal junto da organização do evento.

De acordo com Jaime Araújo, coordenador da comissão preparatória e vice-presidente da Liga Africana, o fórum, para além de avaliar a missão de Angola na CPLP, irá igualmente abordar o uso da língua portuguesa como troca de valores culturais entre os lusófonos.

Aquele líder associativo entende que a lusofonia não está somente centrada na língua portuguesa, como meio de comunicação e unidade dos povos, mas “na troca de valores sociais e culturais, para que haja unicidade espiritual” entre os membros da comunidade.

“O problema é espiritual e é necessário que essa comunidade se sinta igual e fraternal”, justificou
Jaime Araújo.

O aumento de mais Estados no seio da CPLP é uma outra situação que a Liga Africana pretende abordar no encontro. Jaime de Araújo afirma que a organização lusófona deveria estar mais empenhada no diálogo com as comunidades cívicas, para a compreensão dos problemas candentes que, no seu entender, ainda dividem a lusofonia.

“Quando se fala em lusofonia, deve-se pensar também na cultura, na dança e na forma de viver de outros povos da comunidade e não somente em aspectos políticos. A lusofonia é dar e receber. Significa falarmos a língua e comermos a comida de outros povos.

E vice-versa. As associações cívicas pretendem colaborar com estes aspectos na CPLP. Mas somos sempre preteridos em detrimentos dos assuntos políticos”, constatou.

Nos debates, de acordo com o interlocutor, pretende-se também analisar o fenómeno do regresso ao país de quadros angolanos formados na diáspora, para o preenchimento daquilo que chama de “desigualdade nas oportunidades laborais a favor dos estrangeiros” em Angola. “Há uma percentagem exagerada de técnicos estrangeiros a trabalhar em Angola.

Porque é que os angolanos que foram formar-se não regressam? Onde é que estão os angolanos”, questiona-se Jaime Araújo.

A par disso, a organização do fórum tenciona avaliar o processo escravocrata ocorrido nos séculos passados, que, segundo aquele líder associativo, “fertilizou as terras brasileiras”.

O coordenador explicou que o evento contará com a participação de representantes do Estado angolano e de outros Estados membros da CPLP, bem como de associações cívicas da organização lusófona.

Falando sobre o papel de Angola à frente dos destinos da lusofonia, o vice-presidente da Liga Africana dá nota positiva à presidência angolana na comunidade, afirmando que o Estado de Angola tem sabido corresponder com os programas traçados, neste seu primeiro mandato para o biénio 2010/2012. “Mas não são somente os assuntos políticos que fazem a lusofonia, há também os aspectos que já
referi, que são o intercâmbio cultural entre povos, convivência social, etc.

Isso, sim, é lusofonia”, conclui o entrevistado expectante pela realização do fórum.

A Liga Africana, sucessora espiritual da Liga Nacional Africana, é uma associação de utilidade pública criada ao abrigo da Lei 14/94, de 11 de Maio, e define-se como parceira do Governo da República de Angola em projectos de carácter social, em acções que valorizam o nacionalismo e o resgate de valores morais, cívicos, culturais e sociais.

ANTÓNIO PAULO 

domingo, 20 de maio de 2012

Mensagem da Fundação Agostinho Neto pelo passamento físico do Dr. João Vieira Lopes

A Fundação Dr. António Agostinho Neto inclina-se perante a memória do Dr. João Vieira Lopes. Nesta hora de consternação e luta, a Presidente da Fundação e seus membros, endereçam os seus sentimentos de pesar à família enlutada. A memória dos militantes pela nobre causa da emancipação do povo angolano, em todas as suas vertentes, as suas trajectórias políticas e humanas, o que os distinguiu nas suas convicções e dificuldades, são sem dúvida elementos que enriquecem a nossa idiossincrasia enquanto Nação, para a qual o Dr. João Vieira Lopes contribuiu ao longo de toda a sua vida. Honra à sua memória.

Maria Eugénia da Silva Neto

domingo, 13 de maio de 2012

Elogio fúnebre da Liga Africana ao saudoso Dr. João Vieira Lopes


JOÃO BATISTA DE CASTRO VIEIRA LOPES, NACIONALISTA, MEDICO, GUERRILHEIRO, P0LITICO, DEPUTADO, AMIGO E CAMARADA.

Estamos hoje aqui sem sombra para qualquer duvida a cumprir o doloroso dever de homenagear uma das mais brilhantes figuras do nacionalismo angolano, que esteve ligada a quase todos os momentos fundamentais da nossa luta de libertação nacional, que conduziu á independência de Angola e á consolidação do estado de Angola, olhando para o seu brilhante curriculum vê-se que foi indiscutivelmente quase um TOTALISTA, presente em quase todos os momentos da existência desta nossa querida pátria, facto inédito que só se conseguia, pelas suas inabaláveis convicções nacionalistas, á sua tenacidade, honestidade, grande espírito de humildade, amor pela justiça, verdade e sobretudo um grande respeito pela democracia e sua pátria que ele tanto ajudou a construir.

DR. JOÃO VIEIRA LOPES, PARA MUITOS DE NÓS O TIO JOÃOZINHO, tinha qualidades excepcionais como pessoa, amigo sempre disposto a ajudar, quer no plano da sua profissão, que desempenhava com um brilhantismo e profissionalismo inquestionável, quer pessoalmente revelando uma enorme sensibilidade que o caracterizava pelos problemas dos amigos familiares e não só.

Está indissociavelmente ligado á formação de muitos médicos em Angola.

Apesar das suas absorventes actividades na medicina, abraçou sempre causas solidárias, sociais e do desporto relevantes para a vida de muitos angolanos, das quais se destaca a LIGA AFRICANA, onde como sócio fundador, dirigiu a mesma durante vários anos com extrema ponderação, sentido de unidade e responsabilidade que todos lhe reconhecemos, que permitiu que esta associação desenvolvesse obras e actos de grande relevo para a vida da sociedade angolana, como: a transladação dos restos mortais do Cónego Manuel das Neves, a homenagem á paz, divulgação de obras literárias sobre o nacionalismo e luta de libertação de angola, actos de solidariedade para com os mais carenciados e tantos outras acções que são do domínio público só quando o seu estado de saúde se degradou saiu de uma posição da direcção activa para o cargo de presidente da Assembleia Geral que exerceu até á presente data.

Deixa nos a todos, família e amigos um enorme vazio e uma já sentida dolorosa saudade, que teremos certamente de superar.

JONYe LIGIA - filhos, HERMÍNIA- esposa, irmãos, sobrinhos, netos e demais familiares e amigos, o DR. JOÃO VIEIRA LOPES aos brilhantes oitenta anos desaparece fisicamente cumprindo o seu inevitável ciclo de vida ao qual estamos todos sujeitos, mas fica eternamente nos nossos corações, nos corações de milhares de angolanos que sabem e reconhecem a brilhante trajectória, humana, social e politica deste grande homem que temos hoje a dolorosa e espinhosa tarefa de dizer o ultimo adeus.

DESCANSA EM PAZ, NOSSO COMPANHEIRO, NOSSO AMIGO, DR. JOÃO VIEIRA LOPES.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Morreu o Dr. João Baptista de Castro Vieira Lopes

Dr. João Vieira Lopes
Dois dias após comemorarmos o seu 80º aniversário, morreu hoje 10-05-2012 às 7:30, o nacionalista Doutor João Baptista de Castro Vieira Lopes, Co-fundador do MPLA, guerrilheiro-médico, Professor da Universidade Agostinho Neto, Deputado à Assembleia Nacional na 1ª Legislatura - Presidente de Mesa da Assembleia Geral da Liga Africana e do Clube "O Vila", vítima de doença prolongada.

A Direcção da Liga Africana reunida extraordinariamente às 15h, decidiu por unanimidade juntar-se à familia enlutada nesta hora de dor e consternação, pela perda do nosso querido dirigente e amigo Joãozinho (nome de carinho com que era chamado pelos amigos chegados da sua geração) e, partilhar esforços para que lhe sejam prestadas as eêqueas fúnebres na nossa casa, no SALÃO NOBRE DA LIGA NACIONAL AFRICANA a partir das 18 horas de sexta-feira 11 de Maio de 2012.

O funeral será no cemitério do Alto das Cruzes, no sábado em hora a indicar.
Rendemos aqui uma singela homenagem a este intrépido nacionalista, apresentando a todos quantos estiveram junto dele, nomeadamente à sua familia e amigos mais chegados, os mais sentidos pêsames.

Paz à sua alma.
Direcção da Liga Africana