domingo, 8 de novembro de 2015

Oscar Oramas Oliva, primeiro Embaixador de Cuba em Angola - Convidado pela Liga Africana, proferiu uma Conferência nas comemorações do 40° aniversário da independência nacional

Diplomacia preponderante na conquista e preservação da independência

06 Novembro de 2015 | 18h59 - Política

Luanda - A diplomacia jogou um papel preponderante na conquista e preservação da independência de Angola com destaque para a levada a cabo junto da Organização das Nações Unidas, Organização da Unidade Africana e nos Países Não-Alinhados.










Esta afirmação foi feita hoje, sexta-feira, em Luanda, pelo primeiro embaixador de Cuba em Angola, Óscar Oramas, na conferência “Angola 40 anos”, numa iniciativa da Liga Africana, com vista a saudar o 40º aniversário da proclamação da independência nacional, que se assinala a 11 de Novembro.
De acordo com o diplomata cubano, a primeira grande ofensiva diplomática para  o reconhecimento de Angola como um Estado independente foi junto da Organização da Unidade Africana, onde  teve de fazer frente a vários países africanos que não  estavam dispostos a reconhecer  um país liderado pelo MPLA, visto que tinham compromissos com os outros movimentos de libertação como a FNLA e a Unita.
 Na óptica de Óscar Oramas,  “um povo sem história é como uma árvore sem raízes”,  realçando que  Angola teve que enfrentar momentos muito difíceis  ao longo da sua  trajectória, cujas lutas remontam à chegada dos primeiros  portugueses a este território.
Referiu que  na luta pela preservação da independência de Angola, mais de trezentos mil cubanos deram o seu contributo neste país  quer como militares quer como civis, em vários  sectores, com destaque para a educação e saúde.
Para o diplomata,  “ não se pode  exigir a um país que  suplante em poucos anos de independência  500 anos de colonialismo, e Angola tem dado passos significativos no concernente à formação de quadros, reconstrução de infra-estruturas, entre outras “.
Realçou que, passados 13 anos desde que se assinaram os acordos de paz, se avança para a consolidação do Estado angolano, assim como se tem  granjeado um grande  prestígio tanto no campo político como social.
“Muitas mudanças que se tem registado em África se devem às verificadas em Angola,  sendo este país actualmente  um ponto de consultas para  a execução de políticas que conduzam para o desenvolvimento do continente”, frisou Óscar Oramas, que  desempenhou as funções de embaixador de Cuba em Angola de  Dezembro de 1975 a 1977, tendo posteriormente desempenhado várias funções no aparelho governamental da ilha caribenha.
Assistiram à conferência membros do executivo angolano, deputados à Assembleia Nacional, membros do corpo diplomático acreditado em Angola, da sociedade civil e angolanos que  fizeram os seus estudos em Cuba.

Liga Africana realizou Conferência alusiva ao 40º aniversário da independência nacional



Liga Africana enaltece papel de Cuba na luta anti-colonial

06 Novembro de 2015 | 19h39 - Política

Luanda - O presidente da Liga Africana, Carlos Manuel Mariano, enalteceu hoje, sexta-feira, o papel desempenhado pela República de Cuba na luta contra o colonialismo português e na consolidação de Angola como Estado soberano.

O  responsável fez este pronunciamento  quando  proferia  o discurso de boas-vindas  na conferência  “ Angola 40 anos “, numa  iniciativa da Liga Africana  no âmbito das comemorações do 40º aniversário da proclamação da independência que se assinala a 11 de Novembro.
De acordo com Carlos Mariano,  no contexto histórico internacional deve assinalar-se o esforço multiforme realizado pela  República  Socialista de Cuba em  beneficio da extinção do colonialismo  e consolidação do Estado  soberano, tendo como exemplo, formado no seu país, mais de  quatro dezenas de milhares  de profissionais  angolanos civis e não civis.
“ Tão justa era a causa da extinção do colonialismo do nosso solo, que a mesma suscitou a simpatia  e a solidariedade multiforme de vários quadrantes  do concerto das nações  e as acções  delas derivadas não poderiam dissociar-se da ordem internacional existente  na última metade do século passado”,  referiu.
Para Carlos Mariano, esta conferência corresponde a uma justa  homenagem aos fundadores em Lisboa, em 1912, da Liga  Africana, refundada na cidade de Luanda em 1930 com a designação de Liga Nacional Africana e rebatizada em 1996 com a  actual denominação  ( Liga Africana).
 Sublinhou que  na primeira acepção  da organização, os seus promotores representavam a sensibilidade e defendiam direitos de cidadania dos povos  dos países que  hoje constituem os PALOP; na segunda  acepção, pugnavam  pela difusão dos valores  culturais africanos  progressistas, promoção  de artes e ofícios  e difusão  da instrução geral.
Na óptica do presidente da Liga Africana, estas manifestações demonstravam  o sentimento  mais  íntimo  da necessidade de se lutar pela  independência  nacional, que era transmitida de  forma eufemizada e sussurada quanto efectiva e mobilizadora.
 Aproveitou a oportunidade para saudar  o sócio  honorário numero  um da Liga Africana, o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, por ter sido, ininterruptamente, desde a  primeira metade da década de 60 do século passado, um  dos combatentes da linha da frente  na epopeia do povo angolano para a  conquista da independência nacional.
 Assistiram à conferência membros do executivo angolano, deputados à Assembleia Nacional, membros do corpo diplomático acreditado em Angola, membros a sociedade civil e angolanos que  fizeram os seus estudos em Cuba