sexta-feira, 13 de abril de 2012

Livro de Victor Fortes em Portugal

Apresentação do Livro de Victor Fortes em Lisboa
No quadro da parceria entre o MIL - Movimento Internacional Lusófono e a Liga Africana, foi apresentado em Lisboa, o livro de Victor Fortes, intitulado "Tecnologias de Informação e Comunicação".

Estiveram presentes e participaram da palestra em que resultou esta apresentação, cidadãos de Angola, Portugal, Cabo Verde, Moçambique e Timor. Portanto a lusofonia esteve muito bem representada.

Agradeçemos a todos os contribuiram para os êxitos alcançados. O nosso reconhecimento especial ao MIL - Movimento Internacional Lusófono e à TAAG - Linhas aéreas de Angola.

Viva a lusofonia.

domingo, 25 de março de 2012

Parceria Liga Africana - MIL (Movimento Internacional Lusófono)

No quadro do Protocolo de Parceria  entre a Liga Africana e o MIL – Movimento Internacional Lusófono, desloca-se a Portugal o nosso Secretário-Geral, Sr. Victor Fortes, onde para além de analisar a materialização do referido Protocolo, fará a apresentação da sua obra literária intitulada "Tecnologias de Informação & Comunicação" no dia 11 de Abril às 19h, na sede daquela instituição em Lisboa, Rua Mouzinho da Silveira, nº 23, ao Marquês.

Quaisquer informações serão prestadas pelo MIL, através do terminal 967044286 ou pelo E-Mail: info@movimentolusofono.org.

Contamos com a sua participação na divulgação desta informação e também com a presença de todos os que tiverem disponibilidade de o fazer.

Muito obrigado.
A Direcção da Liga Africana


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

CONDOLÊNCIAS


Diógenes Boavida

Mais um filho da Liga Nacional Africana, proeminente nacionalista angolano, jurista consabido e então Ministro da Justiça de Angola e Deputado à Assembleia Nacional, Diógenes de Assis Boavida, deixa-nos.

A Direcção da Liga Africana, sucessora espiritual daquela associação, lamenta o falecimento do seu sócio fundador nº 6 e endereça à família enlutada os mais profundos sentimentos de pesar.

Paz à sua alma !

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A LIGA NACIONAL AFRICANA NA CONSTRUÇÃO DA NAÇÃO ANGOLANA

A Liga Africana iniciou um ciclo de Palestras, tendo realizado a primeira no dia 11 de Janeiro de 2012 sob o tema " A LIGA NACIONAL AFRICANA NA CONSTRUÇÃO DA NAÇÃO ANGOLANA ".

Foi palestrante o Prof. Dr. Vicente Pinto de Andrade, tendo como seu coadjutor - moderador, o Dr. Jaime Cohen.

Fez a apresentação da mesa e deu boas vindas aos presentes o destacado patriota, intelectual e jornalista Jaime de Sousa Araújo, Vice-Presidente e membro fundador da Liga Africana, herdeira espiritual da Liga Nacional Africana de que era digno dirigente.

Após um breve esplanação sobre os laços familiares e as vivências de famílias angolanas cujos nomes têm sido destacados pelo contributo que essas famílias vêm dando ao patriotismo nacional, tendo dado como exemplo os "Pinto de Andrade e os Vieira Dias", entrou no tema propriamente dito da palestra destacando o papel que a Liga Nacional Africana teve como contributo de forma significativa na preservação da cultura e identidade nacional, bem como na construção de uma nação livre e independente, permitindo a liberdade do povo africano, em particular dos angolanos.

O Professor Universitário e analista político Dr. Vicente Pinto de Andrade, enumerou a acção mobilizadora levada a cabo pela Liga Nacional Africana, durante a luta contra o regime colonial português.

Frisou que, a instituição teve o grande papel de denunciar todas as formas de descriminação racial e social que estavam contidas nas leis coloniais, impossibilitando os angolanos de participarem na vida civil do país e não só.

Disse também que “A história de libertação dos povos africanos das colónias portuguesas surgiu de diversas formas de resistência, como por exemplo, da produção literária de protesto e da denuncia escrita pelos intelectuais autóctones”.

No final, o Presidente da Liga Africana, Sr. António de Oliveira Madaleno agradeceu aos presentes e ofereceu um brinde no acto de encerramento da referida palestra.

Seguir-se-ão outras que teremos o prazer de anunciar.

Cordiais saudações

Victor Fortes

Secretário-Geral

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Ciclo de Palestras - "A Liga Nacional Africana na Construção da Nação Angolana"

Dia 11 de Fevereiro de 2012, sábado - Salão Nobre da Liga Nacional Africana

9.30 – Recepção dos convidados

... ... 10:00 - Abertura - Direcção da LIGA AFRICANA

        10:15 - Orquestra Sinfónica Kapossoka

10:40 - Palestra

Tema : A Liga Nacional Africana na Construção da Nação Angolana
 
Prof. Dr. Vicente Pinto de Andrade
Palestrante


Moderador: Dr. Jaime Cohen

                                ---------     12:00 - Brinde e Encerramento   --------

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Luanda comemora hoje 436 anos da sua fundação

Cidade de Luanda comemora 436 anos
Em 1575, o capitão português  Paulo Dias de Novais, ao  desembarcar na Ilha do Cabo,  estabeleceu o primeiro núcleo de  colonos portugueses.

Luanda - A cidade de Luanda, capital de Angola, celebra nesta quarta-feira, 25 de Janeiro, o 436º aniver-sário da sua fundação, em 1576. Em 1575, o capitão português Paulo Dias de Novais, ao desembarcar na Ilha do Cabo, estabeleceu o primeiro núcleo de colonos portugueses: cerca de 700 pessoas, das quais 350 homens de armas, religiosos, mercadores e funcionários públicos.

Um ano depois (1576), reconhecendo não ser aquele lugar adequado, avançou para terra firme e fundou a vila de São Paulo da Assunção de Luanda e lançou a primeira pedra para a edificação da igreja dedicada a São Sebastião, onde se encontra hoje o Museu das Forças Armadas.


Trinta anos mais tarde, com o aumento da população europeia e do número de edificações, a vila de São Paulo da Assunção de Luanda tomou foros de cidade, estendendo-se de São Miguel ao largo fronteiriço ao antigo Hospital Maria Pia.
No período da União Ibérica, em 1618 foi construída a Fortaleza de São Pedro da Barra. A cidade tornou-se no centro administrativo de Angola desde 1627.

Em 1634 foi construída a Fortaleza de São Miguel de Luanda. A cidade foi conquistada e esteve sob o domínio da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, de 1641 a 1648, quando foi recuperada para a Coroa Portuguesa por uma expedição enviada da Capitania do Rio de Janeiro, Brasil, por Salvador Correia de Sá e Benevides.

Pedro Pires assume a presidência da Fundação Amílcar Cabral

Pedro Pires
Pedro Pires, que substitui Corsino Fortes, foi eleito segunda-feira (23) presidente da Fundação Amílcar Cabral pelo Conselho Geral da organização.

Praia - O ex-presidente da Cabo Verde, Pedro Pires, um dos históricos da luta de libertação nacional da Guiné Bissau e Cabo Verde, assumiu a presidência da Fundação Amílcar  Cabral.

Pedro Pires, que substitui Corsino Fortes, foi eleito segunda-feira (23) presidente da Fundação Amílcar Cabral pelo Conselho Geral da organização.

De acordo com Pedro Pires, um dos objectivos prioritários será concluir a recolha para publicação de escritos de e sobre Amílcar Cabral. Segundo a Televisão de Cabo Verde (RTC), Pedro Pires já tem em preparação a publicação de suas próprias memórias.

Outro ponto do futuro plano de actividades que deve ser aprovado dentro de três meses é a recolha de opinião e dados sobre a edificação do Estado soberano de Cabo Verde.

O ex-presidente da República pretende transformar a Fundação num espaço de debate apartidário da actualidade.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Manifestação de pesar pelo passamento físico do Rei do Bailundo, Ekuikui IV


Ekuikui IV - Rei do Bailundo
Foi com profundo pesar que a Liga Africana tomou conhecimento do pas-samento físico do Rei Ekuikui IV.
Recordamos o sentido de Estado deste nacionalista africano, quando da visita que uma nossa delegação fez ao Bailundo, dando-nos uma lição de cultura e a demonstração da resistência de um Povo que orientou durante o período de guerra.
Ao Povo do Bailundo, ao séquito da Ombala Mbalundo e à família enlutada, apresentamos as nossas mais sentidas condolências.

Homem de poucas palavras, mas defensor das tradições e honra do povo, Ekuikui IV chegou ao trono do Reino do ­Bailundo em 1996, substituindo Manuel da Costa, Ekuikui III. Família nobre das gerações de Ekuikuis, Augusto Cachitiopololo foi soba adjunto do Bailundo durante o reinado de Ekuikui III. Antes desta entronização, foi soba e regedor da comuna do Luvemba, na embala de Chicunda.
Depois de assumir o cargo, em 1996, Augusto Cachitiopololo passou a Ekuikui IV e deu seguimento ao trabalho realizado pelo antecssor, Manuel da Costa, Ekuikui III, tendo, desde então, mantido contactos regulares com o Presidente da Republica, José Eduardo dos Santos, facto que levou ao desenvolvimento e crescimento sustentável da região do Planalto Central.

Em 2008 foi eleito deputado do MPLA pelo Círculo Nacional e participou em vários debates na Assembleia Nacional, dos quais há a ressaltar aquele que levou à aprovação da primeira Constituição da República de Angola, tendo na altura exprimido, em declarações ao Jornal de Angola, o seguinte: “Estou satisfeito, porque temos uma Constituição da República e o Executivo é apoiado por todos aqui no Bailundo e pelo partido com larga maioria”.

O Rei Ekuikui IV faleceu no dia 14 de Janeiro de 2012 aos 94 anos, vítima de doença.

Qua a sua alma descanse em paz!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Presidente da República - Mensagem de Ano Novo

Luanda - Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011

Íntegra do discurso presidencial de fim de ano.

MENSAGEM DE ANO NOVO DE SUA EXCELÊNCIA JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS, PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE ANGOLA

Luanda, 28 de Dezembro de 2011

CAROS COMPATRIOTAS,

Mais um ano chega ao fim e, de acordo com a tradição, este constitui um momento para partilhar com todos vós algumas reflexões sobre os problemas mais urgentes que ainda nos afligem e para deixar também aqui uma mensagem de esperança e de confiança.

Nós acreditamos num futuro melhor e na capacidade do nosso povo de vencer todas as dificuldades, mesmo os problemas mais complexos e difíceis. A nossa história assim nos ensina.

Por mérito próprio conseguimos alcançar tudo aquilo que queríamos. Com determinação, coragem, firmeza e grande vontade de vencer conquistamos a Independência, e mais tarde a Paz, construímos o nosso Estado e estamos a desenvolver o País em democracia.

Todos os Angolanos contribuíram para que chegássemos onde estamos. É legítimo, no entanto, que queiramos mais. Não podemos baixar os braços, porque ainda não realizamos o nosso sonho de construir uma Angola para todos onde cada família se sinta realizada, possuindo o necessário para ter uma vida condigna.

Permanecem por realizar alguns dos nossos objectivos essenciais, tais como erradicar a fome, a pobreza e o analfabetismo; as injustiças sociais, a intolerância, os preconceitos de natureza racial, regional e tribal, etc.

Apesar dos resultados positivos que atingimos, ainda há e haverá sempre, como é natural, por causa da evolução e do crescimento, aspectos e problemas a requererem mais atenção e resolução prioritária nos domínios da educação, saúde, habitação, emprego e do fornecimento de água e energia.

O Estado, a Sociedade Civil e o sector privado devem continuar a conjugar e a aumentar os seus esforços com o objectivo de:

- Corrigir o que está mal;
- Melhorar o que está bem;
- Criar coisas novas onde for necessário para aumentar a nossa capacidade de resposta e satisfazer as
  necessidades da sociedade.

O caminho do desenvolvimento e do progresso faz-se com o trabalho de cada cidadão e exige de cada empresa pública ou privada e de cada instituição pública, uma disciplina determinada, uma orientação clara e condução responsável.

Requer ainda a unidade da Nação, a coesão social, estabilidade política e respeito pelos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, bem como o respeito pelas instituições democráticas.

Por essa razão, temos de continuar a criar condições para que nenhum cidadão nacional se sinta excluído do processo de crescimento do País ou discriminado por factores de ordem subjectiva.

A concretização desta intenção de inclusão social passa pela adopção de políticas públicas que acelerem a absorção dos agentes económicos do sector informal pela economia formal e pela desconcentração da actividade administrativa, económica, produtiva, social e cultural da capital do País e das sedes de Província para os Municípios, Comunas, Aldeias e Povoações por forma a canalizarmos para aí mais recursos técnicos, financeiros materiais e humanos, através da administração pública e das empresas e combater as assimetrias regionais.

Assim criaremos, paulatinamente, condições e oportunidades para que todos beneficiem do clima de paz e dos frutos da Reconstrução Nacional e do desenvolvimento do País.

Esta tendência vai ser acentuada a partir de 2012, por força de uma melhor coordenação da implementação da Lei das Micro, Pequenas e Médias Empresas, do Programa Nacional de Reabilitação das Vias Secundárias e Terciárias, do Programa Água para Todos, do Programa da Municipalização dos Cuidados de Saúde, do Programa do Desenvolvimento e Comércio Rural e do Programa de Habitação Social.

A referida Lei deve ser aplicada de modo criativo para que beneficiem também pequenos empreendedores tais como, as mulheres que se dedicam ao comércio ambulante, os criadores de cultura como os músicos, as produtoras, as associações de dança e de teatro, produtores de artesanato, artistas plásticos, etc.

Reconheço como natural a expectativa e a vontade de ver resolvidos rapidamente todos os problemas. Mas, temos contra nós o tempo.

Tudo requer tempo para ser feito!

Em 2012 vão cumprir-se apenas dez anos de paz e o caminho percorrido, desde então, permite-nos concluir que se fez tudo o que esteve ao nosso alcance para chegarmos onde estamos.

O que a Nação fez é positivo e dá-nos a esperança de que podemos fazer melhor agora e atingir as metas que estamos a preconizar a médio prazo e garantir uma vida melhor para todos.

CAROS COMPATRIOTAS

O mundo está em constante transformação e é compreensível o desejo de todos aspirarmos a uma mudança para melhor nas nossas vidas.

Esse é um sentimento normal no ser humano e que o faz avançar sem parar para conquistar cada vez mais progresso e bem-estar.

A nossa história recente ensinou-nos, no entanto, que o processo de mudança pode ser brusco e radical ou evolutivo e suave, por fases.

Os processos radicais provocam rupturas e grande desorientação inicial com consequências sociais graves.

As mudanças que decorrem através de processos democráticos e pela via do diálogo, da compreensão mútua, da convivência pacífica e do estrito cumprimento da legalidade, garantem estabilidade social e política.
No ano que dentro de dias começa, vamos realizar pela terceira vez eleições para a escolha dos nossos Deputados à Assembleia Nacional e do Presidente da República, Titular do Poder Executivo.

Estão a ser criados os mecanismos legais para que essas eleições sejam bem organizadas, transparentes e justas.

Cabe a todos, aos cidadãos eleitores em particular, a grande responsabilidade de fazerem a escolha certa para que seja garantida a continuidade da construção de uma Angola de paz, de democracia e de desenvolvimento.

Alguns Partidos Políticos já anunciaram o candidato à Presidente da República que vão apoiar nas próximas eleições. Outros vão pronunciar-se brevemente, como é natural.

Ainda temos oito meses pela frente o que importa é que cada um, no seio da sua família, encontre nesta Quadra Festiva o amor e a energia necessários para seguirmos em frente, num espírito de unidade e de solidariedade social, defendendo os superiores interesses da Pátria angolana.

Eu desejo a todos

FESTAS FELIZES E

UM PRÓSPERO ANO NOVO!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Conheça o novo Portal Oficial do Governo de Angola


O corredor do rio Kwanza na região de Malanje, em Cangandala, faz parte de um projecto do Ministério da Cultura que visa a sua candidatura para a lista do património mundial, afirmou terça-feira, 13, o chefe de secção de monumentos e sítios do instituto nacional do património do Estado, Emanuel Cardoso.

O responsável que falava à margem da visita de 72 horas aquela província da titular da pasta do sector, Rosa Silva e Cruz, nas imediações do referido curso de água, recordou que o mesmo ocupou um lugar de destaque durante o processo da colonização portuguesa em Angola.

“Eixo de penetração para o interior de Angola”, com localidades “banzas” que serviram de capitais dos reinos do Ndongo e Matamba.

Os especialistas que trabalharam na região recolheram dados relacionados com a extensão e as zonas que são navegáveis no curso de água.

Emanuel Cardoso garantiu que os primeiros estudos visam a sua classificação ao nível do país, enquanto ao nível da humanidade o Estado angolano terá a missão de desenvolver acções atinentes à sua conservação, uma vez que alguns bens foram categorizados de forma particular e colectiva.

O chefe de secção de monumentos e sítios disse que é grande a quantidade do património edificado e sítios de interesse histórico, arqueológico, paleontológico e cultural.

A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva e a equipa de trabalho que a acompanhou analisaram com o executivo de Boaventura da Silva Cardoso os programas de desenvolvimento cultural da circunscrição e a execução da política do sector, que carece de enquadramento nas acções dos governos provinciais.

A cartografia das tumbas dos antepassados existentes na região é outra preocupação que levou a ministra àquela localidade do país, onde o fenómeno religioso, as figuras históricas, as línguas nacionais, salas de cinema e bibliotecas constituem componentes de capital importância para o desenvolvimento cultural do o programa de visita de Rosa Cruz e Silva foi preenchido igualmente com encontros com os responsáveis da Associação dos Amigos e Naturais de Marimba (ANA MARIMBA), que defendem maior dignidade para o perímetro onde estão sepultados os restos mortais dos reis do Ndongo, com os agentes culturais e representantes de igrejas, além de visitas às obras de construção da biblioteca provincial, Cine Teatro Turismo e os túmulos de Capanda e Pedras Negras do Pungo Andongo, no município de Cacuso.
Fonte: Novo Jornal 204
Isaías Soares
Em Malanje

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Empresa angolana Plus Art Arquitectos ganha prémio internacional

Angop
05-12-2011 21:04
Distinção


Luanda – A Plus Art Arquitectos, empresa de direito angolano, integrada apenas por técnicos angolanos, foi premiada pelo The International Property Awards, numa gala realizada em Burj Al Arab, Dubai (Emiratos Árabes Unidos), soube hoje, segunda-feira, a Angop, em Luanda, de fonte da sociedade.

Face à conjuntura actual angolana, onde o domínio desta actividade pertence a empresas na sua maioria estrangeiras, é de vangloriar o facto de uma empresa angolana ser reconhecida internacionalmente por uma instituição de renome e visibilidade mundial, declara a firma em nota de imprensa.

De acordo com pesquisa e contactos da empresa na Ordem dos Arquitectos Angolanos, é a primeira vez que arquitectos nacionais com projectos de arquitectura realizados em Angola obtêm uma distinção ou prémio internacional.

Na gala citada, acrescenta, mesmo para o continente Africano, juntamente com a Plus Art Arquitectos apenas mais um Atelier africano (das Maurícias) foi galardoado, num evento onde dominaram no continente africano ateliers ingleses e indianos.

“Neste âmbito, este acontecimento parece-nos de extrema relevância e de interesse nacional, na medida em que engrandece o nome do país além fronteiras e enaltece o ego de todos os profissionais angolanos, quer no panorama da arquitectura, quer noutros domínios”, sublinham na nota.

A Plus Art Arquitectos Lda., atelier de Arquitectura e Urbanismo sediado em Luanda, concorreu com dois projectos de arquitectura ao prestigiado concurso internacional denominado "The International Property Awards", que em associação com a Bloomberg Television - está aberto a profissionais do ramo imobiliário, quer residencial e comercial do mundo.

The International Property Awards, todos os anos realiza uma gala internacional, onde após apresentação de candidaturas e triagem das mesmas, um júri internacional selecciona e promove a nomeação dos projectos por categorias.

“É com orgulho angolano, que a Plus Art Arquitectos empresa de direito Angolano, composta apenas por técnicos angolanos, foi premiada pelo The International Property Awards, no dia 17 de Novembro de 2011”, concluiu.

A Liga Africana congratula-se com tão elevada distinção a este grupo de jovens angolanos, pelo sua abnegação e dedicação à arquitectura. A eles as nossas felicitações e votos de muitos sucessos

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Morreu João Fialho da Costa

João Fialho da Costa era membro da Liga Nacional Africana, enfermeiro de profissão, nacionalista angolano e militante do MPLA de primeira hora, foi integrante do histórico "Processo dos 50", lutador consequente pela causa da independência nacional.

Faleceu no dia 6 de Dezembro em Luanda, por doença.

A Angop destaca que desde a segunda metade do século passado, participou activa e fervorosamente no movimento clandestino de combate às amarras da então dominação colonial portuguesa, o que lhe custou várias detenções, em Luanda, o desterro no Tarrafal, em Cabo Verde, entre outras vicissitudes.

Aos 82 anos de idade, João Fialho da Costa deixa um exemplo inapagável de amor à pátria, de trabalho e de muita devoção à causa da paz, da unidade, reconciliação nacional, liberdade e do desenvolvimento do país, o que as gerações presentes e futuras saberão honrar, exalta a fonte.

Neste momento de dor e de luto, a Direcção da LIGA AFRICANA, em nome dos seus corpos directivos e sócios, inclina-se perante a memória de João Fialho da Costa e apresenta à família enlutada, à Associação dos Sobreviventes do Tarrafal e ao MPLA, as suas mais sentidas condolências

A Direcção

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

As línguas angolanas como património

*João Pinto - Jurista e Deputado
Escrevo este texto para uma reflexão sobre a política linguística que deve orientar o Estado angolano nos termos da Constituição, devendo todo pensamento político se submeter à nova realidade, sejam normas anteriores internas ou convencionais, nos termos dos artigos 6.º e 239.º da CRA. No caso do Direito Internacional, submete-se à Constituição, nos termos da Convenção de Viena Sobre os Direitos dos Tratados.

Pretende-se definir o Estatuto do Angolês ou relativo à particularidade do Angolano, assim como há o Inglês, o Francês e o Português, pelo facto de ser o elemento ecológico do documento, a evolução lexicológica, catalogação de expressões exclusivas ou .relativa ao Angolano ou Angolês, a longo prazo.


Foi aprovada na generalidade a proposta de lei sobre o Estatuto das Línguas Angolanas de origem Africana, estando em vista a sua aprovação na especialidade, exigindo-se que o documento seja conformado com a Constituição e atender à conveniência política.


Contrariamente à corrente historicista ou etnolinguística, propalada no Semanário Económico de 10 de Novembro, pelo linguista José Pedro, que viola normas deontológicas do servidor público e a disciplina hierárquica, sou da teoria eclética, que busca a riqueza da herança africana, para confluíla com a Língua Portuguesa, resultando daí uma Língua pós-moderna, transcultural, o Angolês. E não o crioulo, que nasceu da pressão colonial em ilhas como as de Cabo-Verde, S. Tomé e Príncipe,
Antilhas, Haiti, Seychelles, Porto Rico e outras, segundo o linguista Francês, Calvet (2004:51).

Aqui é o povo soberano por força da Constituição que promove o estudo, ensino, utilização e a promoção da angolanidade ou do angolês. Esta é a tese de pedagogos,
escritores e linguistas mais reputados como Zau (2010), Mingas (1985) e Melo (2011) que qualquer legislador ou político deve atender. Os escritores angolanos são pelas realidades histórica, ambiental, cultural e humana nacionais.

Sobre o documento importa relembrar que ele procura atender à nova ordem jus constitucional e política, por força dos artigos 1.º, 2.º, 3.º, 7.º, 19.º, 21, 23.º e 87.º, todos da CRA.

I - Fundamento sobre a Unidade Territorial e Histórica

1. A presença colonial procurou sempre discriminar a utilização das línguas africanas, desde os primórdios da ocupação, evangelização, formação das elites governantes no Kongo, Ndongo, Matamba e Kassange, dos séculos XV a XVIII, impondo valores culturais exógenos ou estrangeiros, em detrimentos dos endógenos ou nacionais das populações africanas.

Numa primeira fase, era a fé cristã, para depois formarem-se elites religiosas, culturais e políticas concretizando os objectivos da evangelização e depois a dominação cultural ou colonização. Assim sendo, aprender e apreender a religião do europeu e sua língua era sinónimo de elevação social, civilização, reconhecimento ou inclusão nos interesses do outro dominador contra o eu ou nosso dominado. Há assim, uma alienação axiológica.

2. Com o tráfico de escravos, o convívio foi tornando-se mais lastimoso, a intriga, manifestava-se pela aceitação ou não do clero, militares e administrativos enviados pelo Estado português, por via do seu representante na corte ou Mbanza, interferindo em todas questões políticas, económicas e culturais. É assim que a nobreza Kongo vai viver o conflito de sucessão no Século XVI, depois da morte de Nzinga Nkuvo, tendo havido interferência do clero católico e de militares portugueses no Kongo, para se adoptar a sucessão do filho e não do sobrinho como mandava o direito consuetudinário konguês. Aqui começa de facto a interferência religiosa no direito africano da época, resultando daí o conflito entre Mpemba-a-Nzinga e Mpango-a-Kitina, respectivamente, filho e sobrinho do de cujos monarca Mwene Kongo Dia Ntotila, em 1506.

3. A necessidade de alargamento dos interesses europeus no Século XVIII e como consequência da Revolução Industrial e depois Política na América e na França, os europeus viramse na necessidade de manter os interesses de forma equilibrada, repartindo os espaços, administrando-os, por via do poder político (Administração e Exercito) e a religião da nação dominadora (Católica e Protestante, consoante o interesse fosse anglo-germânico ou latino). Isto obrigou à redefinição dos territórios colonizados por via da ocupação efectiva. É assim que nasce a divisão de África na Conferência de Berlim de 1884/5, obrigando a que as potências ocupassem, cultural, administrativa e territorialmente os seus domínios geográficos, para reivindicarem a colonização.

4. É assim que, nascem as políticas coloniais de assimilação, resultantes do Estatuto do indigenato e o imposto de palhota, com interesses administrativos, financeiros e culturais. Os documentos foram aprovados nos anos vinte a cinquenta e quarto do século vinte. É assim, também, que a configuração do território actual é designada por Angola, incorporando todos os povos dos antigos reinos até então dominados, guerreados e explorados, a despeito da sua resistência tenaz para a manutenção das respectivas soberania política e cultural. Esta luta prosseguiria mais tarde com a geração de cinquenta e sessenta, instruída com as políticas coloniais, que resistiu por via da escrita (Fontes Pereira, Assis Júnior, Mário Pinto de Andrade, Agostinho Neto, António Jacinto, Viriato da Cruz, Liceu Vieira Dias e outros), o que contribuiu para a assumpção de uma consciência nacional.

5. O Nacionalismo angolano é deveras inclusivo ou aglutinador por razões históricas: as divisões etnolinguísticas, regionais ou religiosas não se sobrepuseram à defesa da Pátria, mesmo quando inicialmente ela começa com as elites urbanas ou rurais no litoral de Luanda, Benguela, assim como no Norte e Centro do país. Tais grupos de intelectuais pertenciam às várias camadas sociais, étnicas, linguísticas, religiosas ou raciais; não havia homogeneidade étnica ou racial no combate ao colonialismo. Utilizou-se o pluralismo étnico, racial e regional. Quando isto não aconteceu, soçobrou a tendência segregacionista ou discriminatória.
Esta é a razão de defendermos a teoria segundo a qual o Nacionalismo Angolano é plural, mas tendendo para a unidade, por razões históricas da sua luta colonial e pós colonial. ■

(*) Jurista, professor e deputado

As línguas angolanas como património cultural e factor de coesão nacional (1)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Doze crianças morrem diariamente no Hospital Pediátrico de Luanda e a situação tende a agravar-se. De facto, só nos últimos seis meses registou-se um aumento de 20% na taxa de mortalidade. Das mais de quatrocentas crianças observadas diariamente, noventa e seis são internadas e doze óbitos são registados, segundo revelam as últimas estatísticas.

A malária continua a ser a principal causa de morte depois das anemias, doenças respiratórias e sub-nutrição como referiu a médica Ermelinda Ferreira que lamenta os dados estatísticos dos últimos meses.
O hospital não tem condições de atender à demanda. Mais de cem pacientes estão numa sala que prevê apenas o internamento de 30 doentes o que obriga a partilha das camas por mais de duas crianças.
A situação deixa agonizada as famílias que acorrem para a única unidade sanitária pediátrica de Luanda em busca da saúde dos seus filhos.
Apesar das dificuldades as enfermeiras garantem tudo fazer para tentar salvar a vida das crianças e recomendam como solução a ampliação das estruturas físicas do hospital pediátrico.
A Direcção da Liga Africana, informada desta realidade, irá fazer uma visita àquela unidade hospitalar no dia 28 de Novembro de 2011 às 10h, com o objectivo de programar acções que venham a minimizar as dificuldades.

Liga Africana
Luanda, 23 de Novembro de 2011

sábado, 12 de novembro de 2011

Prémio Nacional de Cultura e Artes - Músicos animam gala dos laureados

Luanda – O corpo de Júri da edição 2011 do Prémio Nacional de Cultura e Artes apresentou nesta sexta-feira, em Luanda, os vencedores das distintas categorias, bem como as respectivas considerações sobre os vencedores no seu relatório final cujas justificativas abaixo se apresentam.

Na categoria de literatura, a escritora Maria Eugénia Neto venceu pela sua contribuição e persistência na valorização da literaturainfanto-juvenil, numa altura em que se procura, cada vez mais, promover o gosto pela leitura, reflexão e espírito critico, sobretudo no seio das novas gerações. De acordo com os júris, Maria Eugénia Neto está entre os precursores deste género em Angola, continuando a dar um laborioso e fecundo contributo, depois da publicação da primeira obra E nas Florestas os Bichos Falaram. O júri considera que a poesia de Maria Eugénia Neto, além de constituir uma saudosa e angustiante evocação da imagem de Agostinho Neto (1º presidente de Angola, e seu esposo), mantém um forte vinculo de intertextualidade com a obra Sagrada Esperança, problematizando aquilo que o social busca problematizar.


Por sua vez, o Ballet Tradicional venceu pelo conjunto da sua obra, pela trajectória de 27 anos ininterruptos, de persistência artística no domínio da dança tradicional e popular recreativa. O júri considera ainda que o grupo mereceu distinção pela divulgação da cultura nacional em certames e festivais internacionais, tendo, em alguns casos, ganho prémios. Considerou-se também a sua forma estrutural de grupo-academia de dança tradicional, e por constituir representações para a divulgação da dança no território nacional, bem como no exterior.
Na disciplina de música, João Morgado, conhecido percussionista com mais de 50 anos de carreira activa, ininterrupta, foi considerado, pelo respeito que granjeia de várias gerações dos centros urbanos de todo o país e além-fronteira.

Os músicos Wiza, Vum-Vum, Té Macedo, Armanda Cunha, Canda, Tiviné, o Colectivo Teatral Etu Lene e a Banda Movimento da Rádio Nacional de Angola, foram convidados a abrilhantar a gala de outorga do Prémio Nacional de Cultura edição 2011.


O júri considera, em seu relatório, que João Morgado é detentor de uma qualidade irrepreensível, assente numa sensibilidade e criativa impar no país. Diz que a síncope rítmica que, até aos dias de hoje marca a cadência do Semba – musica popular angolana – é obra brotada do génio do galardoado.

Na área de cinema e audiovisuais, a Tomas Ferreira, foi-lhe considerado a responsabilidade, abnegação, rigor, seriedade e determinação, tendo em consideração os valores mais supremos da cultura nacional.
“Os trabalhos Stop Sida e Angola Chama-te, ilustram bem a capacidade criativa deste realizador, a pensar Angola sempre com a visão sócio-política e cultural”, considera o relatório do júri. Refere ainda que o realizador usou a televisão de uma forma extraordinária. O júri considera que Tomás Ferreira, ao recorrer a vários géneros, construiu uma simbiose entre factos institucionais e a ficção, criando um entrosamento perfeito entre a técnica e plástica, prestando valioso contributo à valorização da identidade cultural angolana. “É de reconhecer o impacto positivo do magazine Stop Sida e os seus benefícios para a sociedade.

O grupo Vozes de África, da província do Huambo, foi consagrado pelo esforço que tem vindo a desenvolver para manter vivo o teatro na região, transformando-se num caminho incontornável para o De acordo com o júri, a sua regularidade na realização de espectáculos confere-lhe o título de grupo com a segunda maior dinâmica de exibições no país há mais de dez anos. O júri refere que o grupo mostrou competência organizativa ao realizar, pela quarta vez consecutiva, o festival inter-provincial de teatro Vozes de África, o que lhe mereceu o reconhecimento do Ministério da Cultura.

O pintor Mendes Ribeiro venceu pelo elevado valor artístico do conjunto da sua obra, desenvolvido ao longo de 37 anos de carreira, dando um forte contributo ao desenvolvimento das artes em Angola.


Vladimiro Fortuna venceu pela obra Angolanos na Formação dos Estados Unidos da
América (EUA), pela relevância, a pertinência e o interesse que o livro representa para o estudo científico da historiografia angolana sobre o quotidiano da diáspora nesta região do globo.

O júri considera que a publicação pode ser um incentivo e um modelo, para que outros investigadores possam alargar a reflexão e o estudo a outras áreas que reclamam divulgação, visando o enriquecimento da historiografia angolana.
A Liga Africana congratula-se com a excelência desta gala a que teve a honra de ser convidada pelo Ministério da Cultura a assistir, pelo que os membros da sua Direcção agradecem.

O Secretário-geral
 
Nesta gala foi também prestada uma singela e eterna homenagem a JORGE MACEDO, pela sua contribuição ao estudo e valorização da marimba que sua filha Té Macedo executa com mestria. Poeta, ensaista, investigador e etnomusicólogo deixou um legado que marcará decerto, a história da cultura angolana e tem servido de guia para as gerações mais jovens de estudiosos da cultura e da literatura angolana.



A cultura nacional é rica, é boa e nós gostamos !

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Tributo ao Dr. João Vieira Lopes - Associação Chá de Caxinde

PERFIL

João Baptista de Castro Vieira Lopes nasceu em Luanda em 1932, onde concluiu o liceu. Em seguida embarcou
para Portugal em 1952 para estudar Medicina. Em terras lusas, foi Presidente da Casa dos Estudantes do Império e dirigiu a famosa “fuga dos 100”.


domingo, 16 de outubro de 2011

Ministra da Cultura rende homenagem a André Mingas

A ministra da Cultura, Rosa e Cruz e Silva, considerou hoje, domingo, em Luanda, que o falecido músico André Mingas vai inspirar à nova geração a preservação dos ritmos angolanos.

Em declarações à Angop, no âmbito do elogio fúnebre de André Mingas, a ministra referiu que o finado deixa, seguramente, um testemunho de artista, sempre na preservação do semba, que é a marca da música popular angolana.

Segundo a ministra, André Mingas foi um "grande" promotor da cultura de Angola, inclusive dirigindo áreas dentro do Ministério da Cultura.


“Ele era um músico com uma sensibilidade fantástica para a poesia, compunha as suas letras e fez um paradigma dentro da música popular angolana, num misto com a tradicional e com a moderna”, disse.

Nascido a 24 de Maio de 1950, André Mingas cresceu no bairro do Cruzeiro, em Luanda, era oriundo de uma família de artistas.


André Mingas foi músico e arquitecto de formação, tendo sido docente universitário em Portugal e Angola. Estudou na Universidade Agostinho Neto e, posteriormente, na Universidade Técnica de Lisboa.

Um dos grandes nomes da música angolana, André Mingas ocupou o cargo de assessor do Presidente da República para os assuntos locais e regionais acumulando, durante alguns anos, com a função de vice-ministro da Cultura de 2002 a 2008.


A música “Esperança” é considerada “uma das virtuosidades do cancioneiro assinada por André Mingas”. Outras canções também merecem destaque no seu percurso artístico, dentre as quais “Tchipalepa” e “Mufete”.





Presidente da República rende homenagem a André Mingas

16-10-2011 12:20

Angop:
Luanda - O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, rendeu hoje (domingo), em Luanda, homenagem a André Mingas, falecido terça-feira passada, em São Paulo, Brasil, vítima de doença prolongada.

Acompanhado da esposa, Ana Paula dos Santos, o Chefe de Estado angolano, no átrio principal da Liga de Amizade e Solidariedade para com os Povos, posicionou-se diante da urna, enquanto se ouvia o Hino Nacional.


De seguida apresentou cumprimentos aos membros da família, para depois descrever, no Livro de Condolências, o malogrado como sendo "um homem do bem, inovador, situado no seu tempo e espaço".

André Mingas, segundo ainda José Eduardo dos Santos, era possuidor de um grande espírito patriótico e génio indomináveis.


Também evocou os seus feitos, no domínio da música, da arquitectura, na política e em outras áreas. "O seu legado deve ser preservado e desenvolvido", escreveu o Presidente da República, que aproveitou o momento para exprimir "dor, tristeza e consternação" pelo infausto acontecimento.


O vice-presidente da República, Fernando da Piedade Dias dos Santos, os presidentes da Assembleia Nacional, Paulo Kassoma, e do Tribunal Constitucional, Rui Ferreira, como outras individualidades, prestaram igualmente tributo.

As homenagens prosseguem no mesmo local até ao funeral, marcado para a manhã de segunda-feira, no Cemitério de "Santa Ana", que será antecedido de uma missa de corpo presente, na Igreja da Sagrada Família.


André Mingas, de 61 anos de idade, músico e compositor, foi, até à morte, secretário do Presidente da República para os Assuntos Locais.

sábado, 15 de outubro de 2011

Jaime de Sousa Araújo - 91º aniversário natalício

Jaime de Sousa Araújo apaga 91 velas.

Considerado uma biblioteca viva e um pilar em que assentam as bases do nacionalismo cultivado pela Liga Nacional Africana, Jaime de Sousa Araújo, tem hoje o carinho dos associados e dirigentes da Liga Africana, herdeira espiritual dos valores cívicos, morais, culturais e patrióticos daquela associação desde o início do século 20.


O corpo directivo da Liga Africana, felicita-o desejando muita saúde e muitos mais anos de vida.









PARABÉNS Vice-Presidente Jaime de Sousa Araújo

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Velório de André Mingas domingo na Liga Africana


 Fonte: Jornal de Angola
O corpo do arquitecto, músico e compositor André Mingas, falecido na terça-feira, aos 61 anos, em São Paulo, vítima de cancro, chega no domingo ao país, confirmou, ontem, ao Jornal de Angola, uma fonte do governo provincial de Luanda. 
O velório é no mesmo dia, à tarde e à noite, na Liga Africana, e o funeral realiza-se na segunda-feira, de manhã, no cemitério do Alto das Cruzes, em Luanda, antecedido de uma missa de corpo presente.
A propósito da morte de André Mingas têm chegado à Redacção do Jornal de Angola várias mensagens.  A do Ministério da Cultura realça que André Mingas foi um homem de cultura e arquitecto de formação, que se dedicou à preservação e valorização da cultura nacional, emprestando todo o saber à divulgação da música angolana no país e no estrangeiro.
“O seu desaparecimento físico empobrece o universo artístico nacional, deixando um grande vazio, só mitigado pelo valor intelectual da sua obra que ficará indelével nos marcos históricos de Angola”, sublinha a mensagem assinada pela ministra Rosa Cruz e Silva.  
A do crítico musical Jomo Fortunato diz que “ousado no seu género, André Mingas deixa uma dor imensa e um vazio irreparável no cenário musical angolano, enquanto ícone incontornável da modernidade estética da música” nacional.
“Cantor e compositor único, pela plasticidade do timbre vocal, André Mingas está na vanguarda da renovação do fraseado da Música Popular Angolana e lutou, até à data da morte, infelizmente prematura, pela internacionalização, efectiva, de um segmento importante da nossa música popular”, frisa o texto.
Jomo Fortunato diz render “eterna homenagem, não só como amigo, companheiro e professor dos artifícios da música, e da arte, na sua generalidade”, mas também por o “ter fortemente influenciado, musicalmente, de forma directa, uma acção que se estende a alguns nomes de cantores paradigmáticos” da música contemporânea angolana.

“Julgo que o melhor tributo à magnitude e alcance estético da sua obra, que se nos afigura intemporal, é dignificar os artistas e a imponente história da Música Popular Angolana”, afirma mensagem, que conclui: “Descansa em paz porque temos a certeza que os teus feitos vão marcar o futuro e prestígio da tradição da nossa música popular”.
A mensagem do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas sublinha que a morte inesperada de André Mingas deixa um vazio na sociedade angolana, em particular na União Nacional dos Artistas e Compositores (Unac).
À Redacção do Jornal de Angola chegaram também mensagens de condolências da União Nacional dos Artistas e Compositores (Unac) das embaixadas de Angola no Botswana, Brasil e na Suécia, Países Nórdicos e Estados Bálticos da Estónia e da Lituânia.
André Mingas, que era cônsul de Angola em São Paulo, desempenhou, entre outros cargos, o de vice-ministro da cultura, assessor do Presidente da República para os Assuntos Locais e Regionais e director Nacional da Massificação Cultural, do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual e da Direcção Nacional de Espectáculos e Direitos de Autor.
A Liga Africana apresenta os mais sentidos pêsames à familia enlutada. Paz à sua alma.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Morreu André Mingas

Angola perde um filho muito querido.

Nesta hora de dor e de luto em que Angola perde um filho muito querido, o arquitecto e músico André Vieira Dias Mingas, a Liga Africana junta-se a todos quantos se revêem nesse enorme sentimento que representa a morte trágica deste filho da pátria e apresenta à familia enlutada os mais elevados sentimentos de pesar.

Paz à sua alma.

Luanda, aos 12 de Outubro de 2011
O Corpo Directivo da Liga Africana

Comboio da Canhoca ( 2004 ) 87 min | 35 mm/cor Realização: Orlando Fortunato SINOPSE OFICIAL: Angola, Malange, 1957. Consequência de uma ...