segunda-feira, 29 de junho de 2015

Faleceu o Professor Doutor Raúl Neto Fernandes

Biografia do Senhor Professor Doutor RAUL NETO FERNANDES Natural de Luanda, nascido em 16 de Novembro de 1947Idade...

Posted by Liga Africana on Domingo, 28 de Junho de 2015

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Conferência de Berlim debatida no Dia de África. Faculdade promove discussão aberta

Professor Doutor Carlos Mariano Manuel - Presidente da Liga Africana e
docente titular da Faculdade de Medicina

No âmbito do ciclo de actividades em alusão ao 25 de Maio, dia de África, a Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto propôs a debate o tema “Conferência de Berlim do século XIX dedicada à África: Mitos e realidades sobre a sua relevância na constituição dos estados do continente”, matéria dissertada pelo Professor titular da Faculdade de Medicina, Carlos Mariano Manuel.

A conferência, que decorreu no Anfiteatro principal da Faculdade de Ciências Sociais, contou com a presença do Embaixador de São Tomé e Príncipe em Angola, Armindo Brio Fernandes, e dos decanos das Faculdades de Economia e Ciências Sociais, da Universidade Agostinho Neto, respectivamente, Fausto de Carvalho Simões e Victor Kajibanga. Bastante concorrida, a conferência, teve a participação activa de estudantes, docentes e figuras ligadas ao mundo académico. Ao longo de cerca de noventa minutos de exposição, o professor Carlos Mariano Manuel apresentou, de forma detalhada e com requintes inéditos de profundo método de investigação científica, os factores conjunturais globais, africanos, europeus e particulares do império alemão, vigentes no século XIX, que propiciaram a realização da Conferência de Berlim, e sua importância à compreensão da historiografia da época moderna do continente africano.

Na sequência, Carlos Mariano Manuel referiu-se aos Países, e seus representantes, participantes à Conferência de Berlim, o Programa da Conferência, incluindo o desenvolvimento e jogos diplomáticos que conduziram à fundação do ex-Estado Livre do Congo, Estado privado do Rei Leopold II da Bélgica e precursor da actual República Democrática do Congo.

Ficou-se a saber, de igual modo, sobre as rivalidades entre os estados europeus no séc. XIX que tiveram a sua repercussão em solo africano, particularizou o facto de a Portugal ter sido imposta, à margem da Conferência de Berlim, mas com ela coincidente no tempo, a fronteira noroeste de Angola com a actual República Democrática do Congo, facto que criou, arbirtrariamente, a descontinuidade territorial com a nossa actual província de Cabinda. Por último, o conferencista apresentou documentos iconográficos, um dos quais a disposição dos conferêncistas no interior da sala onde se realizou a Conferência de Berlim, que consubstanciaram os aspectos mais relevantes, referidos no decurso da exposição.

Histórico

Realizada entre o dia 19 de Novembro de 1884 e 26 de Fevereiro de 1885, a Conferência de Berlim teve como objetivo organizar, na forma de regras, a ocupação de África pelas potências coloniais o que resultou numa divisão que não respeitou, nem a história, nem as relações étnicas e mesmo familiares dos povos de África. Proposto por Portugal e organizado pelo Chanceler Otto Von Bismarck da Alemanha, participaram na Conferência de Berlim os seguintes países: Grã-Bretanha, França, Espanha, Itália, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Estados Unidos, Suécia, Áustria-Hungria e o Império Otomano.

Mulemba

O ciclo de actividades em alusão ao dia de África, serviu de pretexto para o lançamento do volume IV, nº 7, de Maio de 2014, da “Mulemba”, Revista angolana de ciências sociais, da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto, que está no mercado com o tema geral: “Os múltiplos desafios para as Ciências Sociais e Humanas na busca de novos paradigmas”, em que participaram estudiosos da faculdade, e especialistas convidados. Em relação às alterações desta edição, Virgílio Coelho, Director Executivo da revista, escreveu o seguinte no texto de apresentação: “O presente número da nossa revista apresenta-se com nova roupagem. Em primeiro lugar, foi redefinido e aumentado o seu Conselho Científico, alargando-se a outras individualidades e instituições académicas, resultando obviamente num alargamento do seu espectro geográfico e de experiência científica e pedagógica, dando-lhe mais responsabilidades e também mais espaço entre nós...”

Colecção

A ausência de bibliografia referencial de Estudos Africanos, em língua portuguesa, nas academias dos países anglófonos e francófonos, motivou o surgimento da “Coleccção Reler África”, coordenada pelo Decano da Faculdade de Ciências Sociais, Professor, Victor Kajibanga, que escreveu o seguinte na nota de apresentação dos livros publicados: “A colecção publicará obras, textos e artigos compilados de reconhecidos autores africanos e africanistas, que contribuam para a compreesão e a reinterpretação do continente africano. Além de apresentar uma visão endógena, de dentro do continente, a colecção está aberta à comunidade científica internacional que tem o continente africano, como objecto da sua pesquisa”. A ocasião foi aproveitada para o lançamento dos livros “A consciência histórica africana”, de Babacar Mbaye Dipo e Doudou Dieng, apresentado pelo Professor, Almerindo Jaka Jamba, “Unidade cultural da África Negra”, de Cheikh Anta Dipo, apresentado pelo Professor Américo Kuononoca, e “Renanscença africana”, organizado por Malegapuru Wiliam Makgoba, e aprtesentado pelo professor, Paulo C. Faria.

Citação

Carlos Mariano Manuel entende que a história comum dos povos africanos deve servir para promover a unidade do continente, tendo reforçado a sua tese com uma citação do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, plena de pertinência e profunda sabedoria, extraída do discurso proferido na abertura da Cimeira extraordinária da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos, no dia 18 de Maio de 2015: “O melhor caminho para o desenvolvimento e bem estar das nossas populações é a via da concórdia, do entendimento e da reconciliação e a adopção de planos de desenvolvimento adequados à nossa realidade histórica”. Jomo Fortunato | Jornal de Angola | Cultura

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

HOMENAGEM AOS ASSOCIADOS DA CASA DOS ESTUDANTES DO IMPÉRIO

HOMENAGEM AOS ASSOCIADOS DA CASA DOS ESTUDANTES DO IMPÉRIO_Debate na Assembleia da Répública- 24 de Fevereiro de 2015
                              
           

“A CASA DOS ESTUDANTES DO IMPÉRIO E O MOVIMEMTO ASSOCIATIVO ESTUDANTIL”


Em primeiro lugar, permito-me agradecer o convite que me foi feito pela UCCLA para participar neste debate e saudar vivamente esta iniciativa que põe em destaque o papel histórico da C.E.I. na luta não só antifascista em sintonia com as forças progressistas portuguesas, mas também a mobilização dos estudantes africanos às ideias anti colonialistas.

Permito-me também saudar todos aqueles, aqui presentes ou ausentes, que participaram  de perto ou de longe nesses “anos de fogo” A vossa presença traduz o espírito da Casa dos Estudantes do Império, regido pelos valores da cultura, da solidariedade e da liberdade.

Nesta catarse dos valores e princípios que regeram as nossas lutas, não queria deixar de manifestar o meu mais profundo respeito e homenagem a tantos camaradas da minha geração, já desaparecidos, que contribuíram com inteligência , coragem e determinação em prol das lutas pela liberdade dos seus povos. Foram eles  João Vieira Lopes, Gentil Viana, Paulo Jorge, Graça Tavares, Iko Carreira, David e José Bernardino, Fernando Costa Andrade, Carlos Ervedosa, Daniel Chipenda, Rui de Carvalho,  Jorge Hurst entre outros. Raros são os camaradas ainda vivos que podem testemunhar os acontecimentos dos anos cinquenta e sessenta no século passado na C.E.I. 

A Casa dos Estudantes do Império foi uma associação criada em 1944 pelo Regime de Salazar para melhor controlar os estudantes que vinham das colónias portuguesas. Assim, no ato de inauguração da Sede, na Avenida Duque de Avila, 23, em Lisboa, o ministro das colónias de então afirma:  “A organização da CEI era indispensável (ao regime )… sabendo nós que podemos contar com a vossa dedicação, patriotismo e boa vontade, e permite criar entre os estudantes uma mentalidade nacional mais profiqua. Cada vez mais  as nossas colónias estão integradas no pensamento do continente, e é bom reforçar o elo que reúne o escol do ultramar  e do continente.” Dixit.

 A CEI desenvolveu durante anos uma intensa atividade associativa e cultural, apoio assistencial e promoveu o desporto e ações culturais, reunindo estudantes oriundos de várias colónias africanas , indianas e macaenses.

A CEI foi um lugar de convivência , de afirmação de valores próprios a cada território e de exercício de participação democrática na autogestão da associação. Desde a sua criação, foram várias as gerações que imprimiram um espírito unitário peculiar à CEI , um oásis de democracia e de liberdade  numa sociedade obscurantista e repressiva. 
A fisionomia da CEI evoluiu muito desde a sua criação em 1944, sendo nos primeiros anos dirigida por estudantes filhos de colonos e de altos funcionários coloniais e com ideias muito ligadas ao regime. A CEI foi, com efeito, criada para servir o regime, mas, com o tempo,  transformou-se no seu contrário, numa arma poderosa nas lutas antifascista e anticolonialista.

Mais tarde, nos anos 1948 a 1950, apareceu a geração dos “Mais Velhos”, com nomes prestigiosos como o de Amilcar Cabral, Mário Pinto de Andrade , Agostinho Neto e Lúcio Lara,  tendo alguns deles feito parte dos Corpos Gerentes da C.E.I.

A tomada de consciência política dos estudantes africanos “Mais Velhos” passou, primeiro, pela militância nos movimentos da oposição portugueses, sobretudo no Movimento de Unidade Democrátitica (MUD Juvenil). Só muito mais tarde é que alguns deles viriam a ter relações mais estreitas com o Partido Comunista Português, tendo Lucio Lara participado no VºCogresso em 1957, no Estoril.

Esta atitude de militância nos movimentos de oposição portuguesa decorria da inexistência, nessa época, de movimentos africanos anticolonialistas estruturados e ativos nas colónias e da noção de que, radicados em Portugal, estavam obviamente impossibilitados de fazerem um trabalho de politização das massas africanas. 
Também a idéia emanada pelos ideólogos do PCP, era a de que a libertação das colónias passava prioritariamente pelo derrube do fascismo, ideia essa que travou durante anos a eclosão de um movimento anti colonial autónomo, entre os estudantes africanos.
Houve, portanto, um longo período , até 1957, em que os “Mais Velhos” participaram ativamente na luta anti fascista,  tendo alguns sofrido com prisões prolongadas e torturas nos calabouços da PIDE ( Ivo Lóio, Carlos Veiga Pereira , Agostinho Neto, Fenando Mourão ), tento outros optado pelos rigores do exilio (Marcelino dos Santos, Mário de Andrade, Aquino de Bragança e eu próprio).

E foi graças a essa participação na luta anti fascista que os jovens africanos foram esclarecendo os seus camaradas portugueses sobre a cruel realidade do anacrónico, desumano e repressivo colonialismo português, num processo de mútua formação. Esta ação esclarecedora da realidade colonial teve certamente uma grande influência na tomada de posição do PCP a favor da autodeterminação e independência das colónias no Vº Congresso em 1957 no Estoril, em que participou Lúcio Lara.

Os estudantes “Mais Velhos” só raramente apareciam na Casa, preferindo encontrarem-se no recato dos salões da Ti Andreza, santomense de boas famílias, que dispunha de um magnifico apartamento na Rua Actior Vale, 37, em Lisboa, onde encontravam um ambiente diferente. Era um espaço de intercâmbio de ideias, de discussão, de conversa, de papo, daquilo que cada um sabia, palestras, poemas, estudos e que permitiu a “aproximação de gerações e a transmissão de um caldo de culturas em vias de desaparecer”. E assim nasceu o Centro de Estudos Africanos, frequentado por Alda Lara, Francisco Tenreiro, Mário de Andrade, Agostinho Neto, Amilcar Cabral e Alda Espirito Santo.

A idéia fulcral era o retorno âs fontes, a redescoberta do Eu africano, a reafricanisação de assimilados que eles eram de facto, a tomada de consciência da total alienação pelo facto de terem sido dos poucos eleitos “portugalizados” que conseguiram ultrapassar todas as barreiras e atingir a suprema etapa do ingresso nas universidades portuguesas. A comunicação entre eles, os processos mentais processavam-se necessariamente em português  de tal modo a alienação cultural tinha sido global, estrutural.
Esse movimento cultural no Centro de Estudos Africanos , nos anos cinquenta evoluía , simultaneamente, com fenómeno idêntico, em Luanda, liderado por Viriato da Cruz , “ Vamos descobrir Angola” e que tanta importância viria a ter no despertar da consciência nacionalista.

Nessa busca cultural para se reafricanisarem, para reencontrarem as suas raízes, iam descobrindo e dissecando a iniquidade do sistema colonial que os tinha alienado. E descobriram muito mais coisas: a inexorável máquina de exploração e de aviltamento de milhões de homens e de mulheres africanas nas colónias. E nesse processo de descoberta chegaram à conclusão de que pertencia à sua geração a “responsabilidade histórica” de denunciarem ao mundo a situação dos seus povos e de assumirem o “compromisso real”, o engajamento total na luta pela independência dos seus países. Essa posição de rutura definitiva com o colonizador era inovadora, senão revolucionária.

Uma das obras literárias que iria ter uma influencia considerável no despertar das consciências dos jovens africanos em Portugal e que constituiu um marco fundamental da afirmação dos valores culturais  e da personalidade africana na época, foram “Os Cadernos de Poesia Negra de Expressão Portuguesa”, publicados no Centro de Estudos Africanos, por Mário de Andrade e Francisco Tenreiro, em Lisboa, e que revelou a negritude  na literatura africana de expressão portuguesa.

No entanto, os “Mais Velhos”, caldeados na militância no MUD Juvenil e no PCP, sentiam que as reuniões no Centro de Estudos, embora enriquecedoras,  eram muito teóricas. Alguns deles, essencialmente Lucio Lara, Mário de Andrade e Agostinho Neto juntaram-se ao grupo de trabalhadores marítimos africanos, numa agremiação de caracter  recreativo e cultural, unidos na mesma aspiração de promoção do Homem Africano e inseridos no combate comum pela liberdade das suas terras. Essa associação de jovens intelectuais e de trabalhadores africanos conferiu ao Clube Maritimo Africano um papel histórico relevante,  de caracter inédito para a época.

Era ali que  educavam e consciencializavam os marítimos africanos e suas famílias, era ali que encontravam os camaradas trabalhadores marítimos nos navios que demandavam os portos africanos e brasileiros, e que serviam de “correio” permitindo o contacto com os movimentos nacionalistas africanos nas colónias.

 Esta aproximação de intelectuais africanos com marítimos africanos,  era a consequência lógica da prática marxista e da necessidade em contactarem os nacionalistas,  tanto em Angola como na Guiné. 

Gradualmente, e com o passar dos anos a CEI foi frequentada por um numero cada vez maior de  jovens africanos , a Nova Vaga, mestiços e negros, os quais deram um novo cariz, uma nova tonalidade, uma nova orientação  ao processo cultural de busca de uma identidade africana e rasgou  novos horizontes abertos às ideias de liberdade e de progresso.

 Este terceiro período na vida da CEI ficou marcado pela tomada de posse de jovens estudantes mestiços e negros e uma orientação marcadamente anti colonialista na politica associativa , com a direcção assumida, primeiro pelo mozambicano Fernado Vaz, em 1957.58, depois pela direcção orientada pelo angolano João Vieira Lopes, em 1959, e no ano seguinte , pela direcção do indiano Oscar Monteiro, onde se destacaram Gentil Viana, Paulo Jorge e eu próprio. Muitos de nós participou também nas atividades das associações estudantis portuguesas.

A minha participação nas atividades da CEI divide-se em dois períodos:
 o primeiro, em Coimbra, de 1949 a 1951, anos em que tomei contato com a cultura africana em colóquios e debates, o que permitiu a  tomada de consciência da minha africanidade. Foi nesse período que conheci  Agostinho Neto, Carlos Veiga Pereira e Lucio Lara entre outros estudantes africanos que frequentavam a CEI em Coimbra.
- o segundo período de militância e vivência na CEI vai de 1954 a  1961, período em que, para além dos meus estudos de Medicina, participei ativamente não só nas atividades associativas em todos os domínios chegando a ser vice-presidente da Direção na CEI, em 1959, mas também em atividades clandestinas.

As atividades clandestinas dos estudantes da CEI são pouco conhecidas, e por isso irei debruçar-me neste aspeto particular.

As minhas atividades clandestinas começaram ainda em Coimbra no MUD Juvenil em estreita ligação com Lucio Lara, Agostinho Neto e outros camaradas. A minha ida para França, em 1951, evitou então ser detido pela PIDE.

De regresso a Portugal, em 1954, embrenhei-me na difusão de ideias anti colonialistas e antifascistas entre os estudantes na Casa.. Nessa altura, desenhava-se no seio da CEI duas correntes ideológicas:

A corrente marcadamente marxista, orientada por David e José  Bernardino, estreitamente ligada ao PCP.  Esta corrente enraizou-se sobretudo entre alguns angolanos do Sul de Angola e também entre alguns mozambicanos. Esta corrente teve alguma importância na CEI, pois ocuparam diferentes cargos em várias direcções .

A segunda corrente de carater nacionalista, agrupava muitos elementos jovens, da Nova Vaga, e  tinha por objetivo a afirmação da nossa identidade africana, a troca de ideias sobre o futuro dos nossos países .

No entanto, só em Novembro de 1957, é que esta corrente nacionalista se afirmou, após uma reunião em Paris sobre: “ a situação politica nas colónias portuguesas e meios de luta para atingir a independência nacional.”. 
Estiveram presentes nessa reunião histórica , antigos membros da CEI como Mário de Andrade, Amilcar Cabral, Marcelino dos Santos, e Guilherme Espírito Santo. Também presente Viriato da Cruz, recém chegado de Angola,  o único não membro da CEI presente.

As teses  e o programa do Partido Comunista Angolano apresentados por Viriato da Cruz  foram rejeitados, tendo prevalecida a via do Movimento Nacional (Rassemblement)), a qual propunha a unidade de todas forças e classes sociais no processo de luta pela  independencia nacional.

Foi decidida , então, a criação do Movimento Anti Colonialista  (MAC), cuja sede viria a ser instalada, pouco tempo depois, em Lisboa, por aí estarem concentrados numerosos estudantes e trabalhadores africanos.

A pedido de Lúcio Lara, eu reuni em Lisboa, numerosos estudantes africanos da CEI .  Foi ,  então,  decidido apoiar e participar no Movimento Anti Colonial, tendo sido escolhidos três elementos , Iko Carreira, Carlos Pestana e eu próprio, como delegados da Nova Vaga na cúpula do MAC, onde já participavam Agostinho Neto, Lucio Lara, Amilcar Cabral e Eduardo dos Santos.

As atividades do MAC foram orientadas nas duas associações que tinham um grande numero de africanos: a CEI e o Clube Maritimo Africano.
Eu fui incumbido das relações com o PCP, através do camarada Vasco Cabral. O PCP dava-nos apoio logístico na publicação de panfletos e permitia veicular notícias sobre as colónias no jornal Avante.
As atividades do MAC esmoreceram com a saída de Lara para a Alemanha em Março de 1959, de Agostinho Neto para Luanda em Dezembro de 1959 e de Amilcar Cabral para a Guiné.

As eleições legislativas em 1958, provocaram a mobilização de muitos estudantes africanos do MAC a favor do General Humberto Delgado, Logo após a sua derrota , alguns jovens tentaram lançar a intentona da Sé. O nosso grupo era composto por Jaime Serra, Fonseca e Costa, Ligia Monteiro, e eu próprio reunimo-nos na Sé, em Lisboa. O falhanço desta operação levou à minha fuga para Angola.
 Aí tive contatos com alguns dirigentes dos movimentos nacionalistas, e fui incumbido de organizar os estudantes angolanos, em Portugal,  num quadro nacional. João Vieira Lopes, Gentil Viana, Alberto Bento Ribeiro, Graça Tavares e eu próprio, adeiram e formaram a cúpula do Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA).

O MEA prosseguiu a política de consciencialização e de mobilização dos estudantes e dos trabalhadores angolanos em Lisboa. O MEA estendeu as suas atividades a Coimbra ( Manuel Videira e Chipenda ) e ao Porto.(Lima de Azevedo).

As relações com os estudantes portugueses reunidas na R.I.A. tiveram nos anos sessenta, um grande desenvolvimento. As reuniões da cúpula da RIA passaram a realizar-se, em segredo, no 3º andar da sede da C.E.I. tendo o José Bernardino sido o nosso delegado. Desta maneira , os estudantes africanos estiveram empenhados no processo democrático  da luta dos estudantes portugueses.

Os acontecimentos de 4 de Fevereiro em Angola foram acolhidos com alvoroço e ansiedade.

Recebemos, então, um Apelo da Direção do MPLA, sediada então em Conakry, no sentido de enviarmos alguns elementos mais preparados politicamente para se juntarem aos poucos elementos que constituíam a Direcção Provisória do  MPLA no exterior, Viriato Cruz, Mário de Andrade e Lúco Lara.  Como as comunicações com Conakry, através da embaixada egípcia,  eram muito demoradas, a direção do MEA decidiu enviar para o exterior dois elementos: Graça Tavares e eu próprio. Saímos pela fronteira de Vila Real de S. António e chegamos a França, em Niort em casa de um amigo meu, Marc Antoine Delanné. Aí entrámos em contacto com a direção do MPLA em Conacry , mas a resposta do MPLA foi dececionante:  o MPLA  dizia não ter meios logísticos para apoiar a saída de Portugal de estudantes africanos.

Fomos então para a Alemanha, onde fomos acolhidos com amizade e solidariedade por Luis de Almeida em sua casa , em Birkesdorf. Já havia nessa altura um embrião de organização dos estudantes africanos das colónias portuguesas no exterior, a UDEAN , dinamizadas sobretudo por José Carlos Horta e por Luiz de  Almeida. 
Esta ligação entre os estudantes africanos no exterior de Portugal  e os estudantes africanos da Casa dos Estudantes do Império, em Portugal, foi muito importante na dinâmica das lutas de libertação.

Foi, contudo, a realização do 1º Congresso Constitutivo da UGEAN, em Setembro de 1961, em Rabate, Marrocos, que lhe conferiu uma legalidade internacional e  permitiu dar  uma outra dimensão à luta anticolonialista dos estudantes das colónias portuguesas no exterior e. , também, dar uma base de apoio a todos  aqueles estudantes que iam saíndo de Portugal.

Uma das operações mais espetaculares foi a FUGA clandestina de Portugal de cerca de uma centena de estudantes africanos  em Junho de 1961.  Esta fuga foi uma operação montada pelo Movimento de Estudantes Angolanos, apoiado pela CIMADE, organização protestante com sede em Paris e pelo governo francês de Couve de Murville.  Refutamos, assim, as afirmações avulsas de certos “historiadores” que atribuem ao PCP um papel de relevo na organização dessa FUGA. Está presente entre nós o camarada Tomás Medeiro que teve um papel ativo nessa fuga.

Uma parte dos elementos que participaram na FUGA foi integrar os movimentos nacionalistas PAIGC  (Pedro Pires), FRELIMO e MPLA. Neste ultimo movimento, João Vieira Lopes e Graça Tavares integraram a Direcção política, Iko Carreira foi encarregado de criar as forças armadas angolanas, e dez médicos integraram o Corpo Voluntário Angolano de Ajuda aos Refugiados (CVAAR), sendo eu um dos voluntários. Mais tarde, Manuel Lima juntou-se ao MPLA tornando-se o primeiro comandante militar.
Os médicos voluntários que integraram o CVAAR eram todos membros da Casa dos Estudantes. Iko Carreira afirma que o CVAAR constituiu a cobertura jurídica do MPLA no Congo Leopolville, pois o MPLA nunca conseguiu a autorização legal  do governo congolês para exercer as suas actividades politicas no Congo. Os postos do CVAAR ao longo da fronteira com Angola serviram também de depósito de armas destinadas à luta armada.
A maior parte dos estudantes da Casa do Estudantes do Império que participou na FUGA continuou os estudos , graças às inúmeras bolsas de estudos obtidas pela UGEAN em vários países,
Em Conclusão, pensamos que a Casa dos Estudantes do Império desempenhou um papel histórico ímpar , na tomada de consciência dos jovens africanos, na denúncia do fascismo e do colonialismo e, mais tarde, na participação ativa na luta pela emancipação e pela independência nacional. Em todas as etapas fundamentais, a criação do MAC e do MEA, a FUGA dos estudantes, o Congresso Constitutivo da UGEAN, no CVAAR e na Direção do MPLA , no PAIGC ou no FRELIMO, estão presentes estudantes da Casa dos Estudantes do Império.

Neste contexto, cada um de nós deu o seu contributo não só na luta anti fascista , mas também à emancipação dos nossos povos. Foi a geração da coragem, do empenhamento nacionalista e do sonho. 

Após  a FUGA, a C.E.I. nunca mais seria a mesma. Apesar dos esforços levados a cabo pela equipa de Carlos Ervedosa e de julio Correa Mendes, nunca mais houve a mesma pujança e dinamismo. As organizações clandestinas deixaram de existir. No entanto, o espírito da Casa manteve-se graças à quarta geração de estudantes africanos , de que a Aida Freudentale , a Rute Magalhães e o Vitor Ramalho, são a expressão.
Esta atitude dos estudantes africanos na CEI de participação ativa na luta antifascista primeiro, e anti colonialista depois pode servir de exemplo às juventudes africanas dos países de língua oficial portuguesa na sua participação ativa na construção dos seus países num quadro democrático , de progresso e de liberdade.

Edmundo Rocha
Médico e escritor
edmundorocha@hotmail.com 
Lisboa, 28. 11.2013

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Discurso do Presidente da Liga Africana - Tomada de Posse - Novos Corpos Sociais

Intervenção do Presidente da Direcção da Liga Africana por ocasião do empossamento seu e dos Órgãos Sociais  para o triénio 2015-2017

 
Tomada de posse dos Novos Corpos Directivos da Liga Africana

 
 
 
Saudações aos presentes:


Não se pretendeu, intencionalmente, conferir solenidade ao presente momento à altura da tradição da Liga Africana, em virtude da concomitante ocorrência de acontecimentos inesperados e conjunturais na sociedade, mas com reflexos muito condicionantes na disponibilidade de alguns colegas em participarem neste acto e na hospitalidade e beleza que os experientes responsáveis da Liga Africana sabem agraciar aos seus convidados no quadro das suas actividades.

Inesperado foi o passamento para o mundo metafísico de um respeitado cidadão e membro da família Vieira Lopes, a qual tem igualmente laços de parentesco com as famílias Jardim e Araújo, das quais provêm alguns membros dos órgãos sociais que são empossados neste singelo acto; conjunturais são os temores inerentes ao desfavorável momento económico nacional, oportunamente bem caracterizado e bem explicado a nação por Sua Excelência o Chefe do Estado e do Executivo do nosso país, Eng. José Eduardo dos Santos e no contexto institucional, o desconforto da Liga Africana de (ainda) não poder dispor de espaço suficiente para o seu funcionamento, numa infraestrutura que a abriga por obséquio e edificada pela sua precursora.

Cumpre-nos manifestar, em nome de todos sócios da Liga, a nossa comunhão de sentimentos de pesar às famílias Vieira Lopes e Jardim, por aquela ocorrência inesperada e infausta; as questões conjunturais nacionais e institucionais só podem impelir a cada um de nós a trabalhar e a dialogarmos ainda mais e melhor, no sentido de as dissiparmos a breve trecho.

Apesar dos constrangimentos acima citados, não nos podemos isentar da obrigação de, de forma sumária, fazer verter algumas despretensiosas, e pela natureza caloira nossa nesta actividade, tão desajeitadas como sinceras reflexões:

Excelências,

A Liga Africana sente-se sucessora da Liga Nacional Africana não apenas em virtude de muitos dos seus prestigiados e prestigiantes fundadores terem sido membros, na difícil e conturbada época colonial, desta sua antecessora; a relação de ascendência e descendência entre as duas instituições, resulta do facto da Liga Africana incorporar “ in toto” no espírito dos seus sócios e na letra dos seus estatutos, os valores de solidariedade social, difusão de virtudes culturais, disseminação do conhecimento, valorização integral da cidadania, promoção da paz e observância de paradigmas de moralidade, que já eram apanágio, formulado com o extremo cuidado que o contexto colonial exigia, dos Fundadores em 1912 da Liga Angolana e em 1930 da Liga Nacional Africana.

A interacção inteligente com as autoridades coloniais dos dirigentes daquelas duas organizações antecessoras da actual Liga Africana não impediu, antes pelo contrário promoveu, que neste edifício fosse progressivamente amadurecido o sentimento, segundo o qual, Angola tinha que libertar-se do colonialismo. Muitas das graúdas figuras conhecidas do nacionalismo angolano foram membros e em alguns casos lídimos dirigentes das nossas antecessoras;

Ao ter sido alcandorado pelos sócios da Liga Africana para este posto de Presidente da Direcção da Liga Africana, apenas posso compreende-lo no contexto de infinita bondade dos meus compatriotas, porquanto nenhum dos meus humildérrimos atributos e conhecidas fragilidades, podem assemelhar-se às inemuláveis qualidades de graúdas figuras desta urbe e ex-presidentes da Liga, como foram os casos de António Assis Júnior (1930-1933), Francisco Alves Fernandes (1933-1936), Manuel Pereira do Nascimento(1936), João Cândido Furtado D´Antas (1937), Cónego Manuel Joaquim Mendes das Neves (1941-46) e outros antes da Independência bem como de João Baptista de Castro Vieira Lopes e finalmente António de Oliveira Madaleno, que por graça tanto sua como Providencial, permitiu que sejamos seu substituto.

Um sentimento não desvanece apenas com construções jurídicas, quando a legalidade parece estar dissociada da legitimidade, do bom senso e da sequência natural das coisas e dos processos.

Cumprido o aspecto da agenda consistente na libertação Nacional do fardo do colonialismo, pelo qual muitos dos Pais fundadores desta Liga consagraram a sua actividade onírica, racional, física, criadora e de génio organizador, a obra do desenvolvimento humano, uma expressão de admissão relativamente recente na reflexão multidimensional da realidade das sociedades, não está e nem pode estar, pela sua natureza longitudinal na vida das nações, definitivamente acabada.

A Liga Africana inspira-se nas aspirações nobres dos país fundadores das suas antecessoras e os seus membros disponibilizam-se em trazer para este espaço de comunhão cívica de ideias e realizações, as reflexões, esforços e acções que identificam como sendo partilháveis com os consócios ou valorizantes para outros membros na sociedade, e.g. na assistência social em benefício dos que não tiveram a ventura de serem preparados suficientemente para a competitividade crescente, que se assiste na nossa sociedade; contribuir na difusão da instrução e da preparação profissional das gerações que dela mais dependem para a afirmação da sua cidadania em particular e do país no geral; apresentar-se igualmente contributiva na rede de instituições participantes no esforço nacional de disponibilizar o conhecimento, sem o qual há praticamente exclusão da cidadania nacional e mundial das pessoas, etc.

Por outro lado, a Liga Africana herdou igualmente a tradição das suas antecessoras em estar próxima das nossas diásporas, estando bem documentada, por exemplo, na correspondência de Higino Aires Machado, membro da Direcção da Liga Nacional Africana na segunda metade dos anos 40 do século passado, enviada ao então estudante de medicina em Lisboa e Coimbra e posteriormente, de saudosa memória primeiro Presidente do nosso país, Dr. António Agostinho Neto, na qual este era convidado a dirigir a filial da Liga em Lisboa.

Hoje a Liga Africana é um regular e respeitado participante das actividades da rede de organizações cívicas da CPLP e dos PALOP, pelo que no contacto não apenas com as diásporas mas também com representantes de outros povos, por enquanto lusófonos, se materializa igualmente a amizade e solidariedade com outros povos do mundo.

A Liga Africana pretende, no mandato trienal que hoje inicia, constituir-se exclusivamente no âmbito do preceituado no artigo 48º da Constituição da República de Angola (Liberdade de Associações) e da Lei nº 14/91 de 11 de Maio (Lei das associações), em refúgio dos seus sócios para a troca de ideias que incentivem as virtudes promotoras da paz, da justiça, da moralidade e do bem comum bem como disponibilizar-se de forma cada vez mais relevante, em parceiro dos poderes públicos instituídos, na assistência aos mais necessitados e valorização do património material e imaterial das populações.

É óbvio que as pessoas não tratam nos clubes desportivos a que porventura pertençam de assuntos relacionados com a sua religiosidade; igualmente não levam aos templos religiosos das suas opções confessionais questões fracturantes das suas simpatias desportivas na relação com outros fiéis, ou o mesmo se diria, “mutatis mutandis” das regras de convivência em outros espaços sociais não selectivos.

Na Liga Africana realizaremos sem esmorecer e enquanto os nossos corações continuarem a latir um exercício de persuasão, encorajando acções e reflexões, enquadradas nos marcos do que todos em comum aspiramos como filhos do mesmo país.

Embora possa parecer redundante mas não é extemporâneo reiterar que o ordenamento jurídico do nosso país, que preside à constituição e funcionamento das associações, não autoriza muito menos incentiva, que elas se metamorfoseiem em associações para fins lucrativos; ao não sê-lo e também nunca o foi, a Liga não pode ser, por maioria de razão, a fonte principal supridora de proventos eventualmente desmerecidos aos seus sócios. A estrita aplicação do princípio da rigorosa gestão dos parcos recursos patrimoniais e financeiros disponíveis em conciliação com a pauta de actividades efectivas a levar a cabo, deve definir com lisura os termos do mérito e demérito no acesso àqueles.

Igualmente, a Liga deve contribuir para uma crescente qualificação dos seus servidores e na medida do possível atrair para os seus órgãos de apoio cidadãos com experiência empírica e conhecimentos científico-técnicos elevados, susceptíveis de tornar a Liga mais relevante para a sociedade angolana.

Recuperar e exaltar, ainda que com algum sentimento nostálgico, a profícua actividade cultural e nacionalista de nobres cidadãos ou grupos destes, no contexto da resistência generalizada ao colonialismo, é um imperativo de justiça para com aqueles e de educação das gerações actuais.

Estas reflexões, Excelências e estimados colegas e amigos, são os ideais que vão traduzir-se em planos, projectos, programas de actividades e acções da Liga Africana, esperando que continue a ser-nos concedida por todas pessoas de bem, suficiente apoio moral e material, à medida das possibilidades de cada sócio, cidadão ou instituição, para melhor homenagearmos os visionários e distintos fundadores e dirigentes que nos legaram este importantíssimo instrumento de intervenção e valorização social dos angolanos: A LIGA AFRICANA.


Muito obrigado pela vossa atenção.

Luanda, 7 de Fevereiro de 2015


Carlos Mariano Manuel
Presidente da Liga Africana


Criado o Fórum Angola Portugal

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

13 de Dezembro de 2014 - Eleitos Novos Corpos Directivos

NOVOS CORPOS DIRECTIVOS ELEITOS EM ASSEMBLEIA GERAL NO DIA 13/12/2014-

ASSEMBLEIA GERAL
Presidente - Maria Amélia Gomes Barros da Lomba
Vice-Presidente - Rosa de Jesus Assis Araújo
Secretário - Alfredo Cardoso
Relator - Patrícia Ângela Soares Silva

DIRECÇÃO
Presidente -  Carlos Mariano Manuel
Vice-Presidente - Carlos Alberto Simões Ferreira
Vice-Presidente Maria Arleth Monteiro Jardim
Vice-Presidente - Maria Cristina Ataíde e Pinto
Secretário-Geral - Victor de Jesus Fortes
Secretário-Geral Adj. - David José Manuel Martins
Secretário-Tesoureiro - Judith Cirilo de Sá
Vogais Efectivos: - Victor Nicolau de Sousa Araújo
                              - Zenóbia Barbosa Bessa
                              - Luís Henrique Pereira
                              - Gina Maria de Carvalho
                              - Joaquim Salvador Augusto

CONSELHO FISCAL E JURISDICIONAL
Presidente - António de Oliveira Madaleno
Vice-Presidente - Francisco Filomeno Vieira Lopes
Vogal Osvaldo Castelo Branco

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

NOVOS CORPOS DIRECTIVOS ELEITOS EM ASSEMBLEIA GERAL NO DIA 13/12/2014-

ASSEMBLEIA GERAL
Presidente - Maria Amélia Gomes Barros da Lomba
Vice-Presidente - Rosa de Jesus Assis Araújo
Secretário - Alfredo Cardoso
Relator - Patrícia Ângela Soares Silva

DIRECÇÃO
Presidente -  Carlos Mariano Manuel
Vice-Presidente - Carlos Alberto Simões Ferreira
Vice-Presidente Maria Arleth Monteiro Jardim
Vice-Presidente - Maria Cristina Ataíde e Pinto
Secretário-Geral - Victor de Jesus Fortes
Secretário-Geral Adj. - David José Manuel Martins
Secretário-Tesoureiro - Judith Cirilo de Sá
Vogais Efectivos: - Victor Nicolau de Sousa Araújo
                              - Zenóbia Barbosa Bessa
                              - Luís Henrique Pereira
                              - Gina Maria de Carvalho
                              - Joaquim Salvador Augusto

CONSELHO FISCAL E JURISDICIONAL
Presidente - António de Oliveira Madaleno
Vice-Presidente - Francisco Filomeno Vieira Lopes
Vogal Osvaldo Castelo Branco


Assembleia Geral
 
Presidente. eleito - Professor Doutor Carlos Mariano Manuel


Jantar de confraternização

quarta-feira, 10 de julho de 2013






VENHA CONNOSCO * VENHA COM AS MAMÃS DO SAMBIZANGA, RANGEL, CAZENGA, SAMBA, ETC.... VENHA COM AS MAMÃS DAS IGREJAS DE LUANDA.


Temos de 8 a 10 autocarros preparados para esse efeito. As inscrições estão a ser feitas na Liga Africana, nas Paróquias e nas Administrações Municipais até ao dia 25/07.

Os interessados pagam uma pequena parcela do valor total, ou seja, a viagem com os acessórios tem um custo de 6.000, kzs por pessoa mas só paga 2.000,00. 

Esse valor cobre a viagem de autocarro - ida e volta e ...

Senhoras - 1 fita de identificação, 1 chapéu ou lenço e 1 camisola. Se desejar um pano com a imagem da Sra. da Muxima, poderá adquiri-lo ao preço de 1.000,00 Kzs

Homens - 1 fita de identificaçao, 1 boné e 1 camisola.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

LIGA AFRICANA HOMENAGEIA

A Direcção da Liga Africana, herdeira espiritual da Liga Nacional Africana homenageou nos passados dias 16, 17 e 18 de Novembro vários nacionalistas naturais do Kuanza-Norte: Augusto Silvério Ferreira, Rodrigo Teles Pereira Bravo, Mariano Pereira Bravo, Amílcar Carreira, Abel Correia Victor, Gervásio Ferreira Viana, Monsenhor Manuel Mendes das Neves, Manuel Ramos da Cruz, Joaquim Pinto de Andrade e Mário Pinto de Andrade. https://www.facebook.com/#!/ligaafricana/photos_albums

sábado, 16 de junho de 2012


Alguns membros da Direcção presentes ao acto

Festa da criança africana - Escola de Liga Nacional Africana


terça-feira, 29 de maio de 2012

Mestre Kamosso - Exímio executor de Hungu
Um mestre “Abandonado”


Em 1927, nascia no município de Cassanzo, província do Bengo, Miguel Adão Banga ou simplesmente Kamosso.

Encontrado pelo repórter do "O Novo Jornal" que percorreu cerca de 60 quilómetros até ao município de Icolo e Bengo, na vila de Catete, em Luanda, para visitar o mestre do Hungu.

Hoje aos 85 anos, Kamosso enfrenta enormes dificuldades de saúde e para sobreviver faz um exercício titânico.

Fisicamente debilitado, olhar triste, roupas sujas, o mestre do hungu contou que se encontra numa situação de “miséria e abandono”. A sua condição social, de acordo com ele, contribui negativamente para o seu estado de saúde, que se tem revelado cada vez mais precário.

O mestre afirmou que o estado em que se encontra, representa uma “vergonha” para o Governo angolano e a sociedade em geral, por tudo que fez em prol da cultura nacional.

“É vergonha papá. Do jeito que estou, é uma vergonha para o nosso Governo. Para comer tenho de ir tocar na praça. Se eu tivesse aqui em casa um bocado de fuba, peixe e arroz não devia mais ir às barracas tocar.

As pernas não aguentam mais. Estou cansado”, afirmou Kamosso enquanto reclamava das fortes dores nas pernas que o afecta já há algum tempo.

Tocados por esta triste e lamentável situação, a Liga Africana solidariza-se com este mais velho e lança um veemente apelo ao Ministério da Cultura e à SOCIEDADE em geral, de ajuda a este simbolo da cultura nacional.

domingo, 27 de maio de 2012

Liga Africana perde mais um membro fundador


Narciso Coche da Costa

A Liga Africana perde mais um membro fundador.

Narciso Coche da Costa, sócio fundador e Secretário-geral Adjunto da Liga Africana, morreu no passado dia 24/05/2012, após prolongada doença.

Nesta hora de dor e consternação, a Direcção, em nome de todo o corpo directivo e sócios da Liga Africana, endereça aos familiares os mais profundos sentimentos de pesar pela perda deste ilustre filho de Angola.

Paz à sua alma.

Liga Africana organiza Fórum

Novo Jornal - Edição nº 227 - 25 de Maio 2012 Associações cívicas discutem papel de Angola na CPLP

O papel de Angola na Comunidade de países de Língua oficial Portuguesa (CPLP) é o tema de um fórum a ser realizado no mês de Julho, em Luanda, pela Liga Africana, em parceria com a Federação Portuguesa das Associações Cívicas do Espaço Lusófono (FACEL), soube o Novo Jornal junto da organização do evento.

De acordo com Jaime Araújo, coordenador da comissão preparatória e vice-presidente da Liga Africana, o fórum, para além de avaliar a missão de Angola na CPLP, irá igualmente abordar o uso da língua portuguesa como troca de valores culturais entre os lusófonos.

Aquele líder associativo entende que a lusofonia não está somente centrada na língua portuguesa, como meio de comunicação e unidade dos povos, mas “na troca de valores sociais e culturais, para que haja unicidade espiritual” entre os membros da comunidade.

“O problema é espiritual e é necessário que essa comunidade se sinta igual e fraternal”, justificou
Jaime Araújo.

O aumento de mais Estados no seio da CPLP é uma outra situação que a Liga Africana pretende abordar no encontro. Jaime de Araújo afirma que a organização lusófona deveria estar mais empenhada no diálogo com as comunidades cívicas, para a compreensão dos problemas candentes que, no seu entender, ainda dividem a lusofonia.

“Quando se fala em lusofonia, deve-se pensar também na cultura, na dança e na forma de viver de outros povos da comunidade e não somente em aspectos políticos. A lusofonia é dar e receber. Significa falarmos a língua e comermos a comida de outros povos.

E vice-versa. As associações cívicas pretendem colaborar com estes aspectos na CPLP. Mas somos sempre preteridos em detrimentos dos assuntos políticos”, constatou.

Nos debates, de acordo com o interlocutor, pretende-se também analisar o fenómeno do regresso ao país de quadros angolanos formados na diáspora, para o preenchimento daquilo que chama de “desigualdade nas oportunidades laborais a favor dos estrangeiros” em Angola. “Há uma percentagem exagerada de técnicos estrangeiros a trabalhar em Angola.

Porque é que os angolanos que foram formar-se não regressam? Onde é que estão os angolanos”, questiona-se Jaime Araújo.

A par disso, a organização do fórum tenciona avaliar o processo escravocrata ocorrido nos séculos passados, que, segundo aquele líder associativo, “fertilizou as terras brasileiras”.

O coordenador explicou que o evento contará com a participação de representantes do Estado angolano e de outros Estados membros da CPLP, bem como de associações cívicas da organização lusófona.

Falando sobre o papel de Angola à frente dos destinos da lusofonia, o vice-presidente da Liga Africana dá nota positiva à presidência angolana na comunidade, afirmando que o Estado de Angola tem sabido corresponder com os programas traçados, neste seu primeiro mandato para o biénio 2010/2012. “Mas não são somente os assuntos políticos que fazem a lusofonia, há também os aspectos que já
referi, que são o intercâmbio cultural entre povos, convivência social, etc.

Isso, sim, é lusofonia”, conclui o entrevistado expectante pela realização do fórum.

A Liga Africana, sucessora espiritual da Liga Nacional Africana, é uma associação de utilidade pública criada ao abrigo da Lei 14/94, de 11 de Maio, e define-se como parceira do Governo da República de Angola em projectos de carácter social, em acções que valorizam o nacionalismo e o resgate de valores morais, cívicos, culturais e sociais.

ANTÓNIO PAULO 

domingo, 20 de maio de 2012

Mensagem da Fundação Agostinho Neto pelo passamento físico do Dr. João Vieira Lopes

A Fundação Dr. António Agostinho Neto inclina-se perante a memória do Dr. João Vieira Lopes. Nesta hora de consternação e luta, a Presidente da Fundação e seus membros, endereçam os seus sentimentos de pesar à família enlutada. A memória dos militantes pela nobre causa da emancipação do povo angolano, em todas as suas vertentes, as suas trajectórias políticas e humanas, o que os distinguiu nas suas convicções e dificuldades, são sem dúvida elementos que enriquecem a nossa idiossincrasia enquanto Nação, para a qual o Dr. João Vieira Lopes contribuiu ao longo de toda a sua vida. Honra à sua memória.

Maria Eugénia da Silva Neto

domingo, 13 de maio de 2012

Elogio fúnebre da Liga Africana ao saudoso Dr. João Vieira Lopes


JOÃO BATISTA DE CASTRO VIEIRA LOPES, NACIONALISTA, MEDICO, GUERRILHEIRO, P0LITICO, DEPUTADO, AMIGO E CAMARADA.

Estamos hoje aqui sem sombra para qualquer duvida a cumprir o doloroso dever de homenagear uma das mais brilhantes figuras do nacionalismo angolano, que esteve ligada a quase todos os momentos fundamentais da nossa luta de libertação nacional, que conduziu á independência de Angola e á consolidação do estado de Angola, olhando para o seu brilhante curriculum vê-se que foi indiscutivelmente quase um TOTALISTA, presente em quase todos os momentos da existência desta nossa querida pátria, facto inédito que só se conseguia, pelas suas inabaláveis convicções nacionalistas, á sua tenacidade, honestidade, grande espírito de humildade, amor pela justiça, verdade e sobretudo um grande respeito pela democracia e sua pátria que ele tanto ajudou a construir.

DR. JOÃO VIEIRA LOPES, PARA MUITOS DE NÓS O TIO JOÃOZINHO, tinha qualidades excepcionais como pessoa, amigo sempre disposto a ajudar, quer no plano da sua profissão, que desempenhava com um brilhantismo e profissionalismo inquestionável, quer pessoalmente revelando uma enorme sensibilidade que o caracterizava pelos problemas dos amigos familiares e não só.

Está indissociavelmente ligado á formação de muitos médicos em Angola.

Apesar das suas absorventes actividades na medicina, abraçou sempre causas solidárias, sociais e do desporto relevantes para a vida de muitos angolanos, das quais se destaca a LIGA AFRICANA, onde como sócio fundador, dirigiu a mesma durante vários anos com extrema ponderação, sentido de unidade e responsabilidade que todos lhe reconhecemos, que permitiu que esta associação desenvolvesse obras e actos de grande relevo para a vida da sociedade angolana, como: a transladação dos restos mortais do Cónego Manuel das Neves, a homenagem á paz, divulgação de obras literárias sobre o nacionalismo e luta de libertação de angola, actos de solidariedade para com os mais carenciados e tantos outras acções que são do domínio público só quando o seu estado de saúde se degradou saiu de uma posição da direcção activa para o cargo de presidente da Assembleia Geral que exerceu até á presente data.

Deixa nos a todos, família e amigos um enorme vazio e uma já sentida dolorosa saudade, que teremos certamente de superar.

JONYe LIGIA - filhos, HERMÍNIA- esposa, irmãos, sobrinhos, netos e demais familiares e amigos, o DR. JOÃO VIEIRA LOPES aos brilhantes oitenta anos desaparece fisicamente cumprindo o seu inevitável ciclo de vida ao qual estamos todos sujeitos, mas fica eternamente nos nossos corações, nos corações de milhares de angolanos que sabem e reconhecem a brilhante trajectória, humana, social e politica deste grande homem que temos hoje a dolorosa e espinhosa tarefa de dizer o ultimo adeus.

DESCANSA EM PAZ, NOSSO COMPANHEIRO, NOSSO AMIGO, DR. JOÃO VIEIRA LOPES.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Morreu o Dr. João Baptista de Castro Vieira Lopes

Dr. João Vieira Lopes
Dois dias após comemorarmos o seu 80º aniversário, morreu hoje 10-05-2012 às 7:30, o nacionalista Doutor João Baptista de Castro Vieira Lopes, Co-fundador do MPLA, guerrilheiro-médico, Professor da Universidade Agostinho Neto, Deputado à Assembleia Nacional na 1ª Legislatura - Presidente de Mesa da Assembleia Geral da Liga Africana e do Clube "O Vila", vítima de doença prolongada.

A Direcção da Liga Africana reunida extraordinariamente às 15h, decidiu por unanimidade juntar-se à familia enlutada nesta hora de dor e consternação, pela perda do nosso querido dirigente e amigo Joãozinho (nome de carinho com que era chamado pelos amigos chegados da sua geração) e, partilhar esforços para que lhe sejam prestadas as eêqueas fúnebres na nossa casa, no SALÃO NOBRE DA LIGA NACIONAL AFRICANA a partir das 18 horas de sexta-feira 11 de Maio de 2012.

O funeral será no cemitério do Alto das Cruzes, no sábado em hora a indicar.
Rendemos aqui uma singela homenagem a este intrépido nacionalista, apresentando a todos quantos estiveram junto dele, nomeadamente à sua familia e amigos mais chegados, os mais sentidos pêsames.

Paz à sua alma.
Direcção da Liga Africana

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Apresentação do Livro de Victor Fortes em Lisboa

No quadro do Protocolo de parceria entre o MIL - Movimento Internacional Lusófono e a Liga Africana, procedeu-se à apresentação da obra literária de Victor Fortes, na sede do MIL em Lissboa, no dia 11-04-2012.

Ao acto estiveram presentes destacados membro do Mil, nomeadamente o seu presidente Dr. Renato Epifâneo e o seu Vice-Presidente, bem como cidadãos de países representativos da lusofonia como Angola, Cabo Verde,, Moçambique, Portugal e Timor.

O Presidente abriu a sessão dando boas vindas e passou a palavra ao Vice-presidente Dr. Rui Martins que fez a apresentação do Autor e do livro Tecnologias de Informação & Comunicação.

Seguiu-se o autor que falou das motivações que o levaram a escrever esta obra, bem como do público alvo, para além de tecer considerações sobre as TIC em Angola.

Após o discurso do autor, seguiu-se um debate muito interessante e participado pelos presentes em que o autor respondeu as questões que lhe foram colocadas.

VIVA A LUSOFONIA


















Livro de Victor Fortes em Portugal

Apresentação do Livro de Victor Fortes em Lisboa
No quadro da parceria entre o MIL - Movimento Internacional Lusófono e a Liga Africana, foi apresentado em Lisboa, o livro de Victor Fortes, intitulado "Tecnologias de Informação e Comunicação".

Estiveram presentes e participaram da palestra em que resultou esta apresentação, cidadãos de Angola, Portugal, Cabo Verde, Moçambique e Timor. Portanto a lusofonia esteve muito bem representada.

Agradeçemos a todos os contribuiram para os êxitos alcançados. O nosso reconhecimento especial ao MIL - Movimento Internacional Lusófono e à TAAG - Linhas aéreas de Angola.

Viva a lusofonia.

domingo, 25 de março de 2012

Parceria Liga Africana - MIL (Movimento Internacional Lusófono)

No quadro do Protocolo de Parceria  entre a Liga Africana e o MIL – Movimento Internacional Lusófono, desloca-se a Portugal o nosso Secretário-Geral, Sr. Victor Fortes, onde para além de analisar a materialização do referido Protocolo, fará a apresentação da sua obra literária intitulada "Tecnologias de Informação & Comunicação" no dia 11 de Abril às 19h, na sede daquela instituição em Lisboa, Rua Mouzinho da Silveira, nº 23, ao Marquês.

Quaisquer informações serão prestadas pelo MIL, através do terminal 967044286 ou pelo E-Mail: info@movimentolusofono.org.

Contamos com a sua participação na divulgação desta informação e também com a presença de todos os que tiverem disponibilidade de o fazer.

Muito obrigado.
A Direcção da Liga Africana


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

CONDOLÊNCIAS


Diógenes Boavida

Mais um filho da Liga Nacional Africana, proeminente nacionalista angolano, jurista consabido e então Ministro da Justiça de Angola e Deputado à Assembleia Nacional, Diógenes de Assis Boavida, deixa-nos.

A Direcção da Liga Africana, sucessora espiritual daquela associação, lamenta o falecimento do seu sócio fundador nº 6 e endereça à família enlutada os mais profundos sentimentos de pesar.

Paz à sua alma !

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A LIGA NACIONAL AFRICANA NA CONSTRUÇÃO DA NAÇÃO ANGOLANA

A Liga Africana iniciou um ciclo de Palestras, tendo realizado a primeira no dia 11 de Janeiro de 2012 sob o tema " A LIGA NACIONAL AFRICANA NA CONSTRUÇÃO DA NAÇÃO ANGOLANA ".

Foi palestrante o Prof. Dr. Vicente Pinto de Andrade, tendo como seu coadjutor - moderador, o Dr. Jaime Cohen.

Fez a apresentação da mesa e deu boas vindas aos presentes o destacado patriota, intelectual e jornalista Jaime de Sousa Araújo, Vice-Presidente e membro fundador da Liga Africana, herdeira espiritual da Liga Nacional Africana de que era digno dirigente.

Após um breve esplanação sobre os laços familiares e as vivências de famílias angolanas cujos nomes têm sido destacados pelo contributo que essas famílias vêm dando ao patriotismo nacional, tendo dado como exemplo os "Pinto de Andrade e os Vieira Dias", entrou no tema propriamente dito da palestra destacando o papel que a Liga Nacional Africana teve como contributo de forma significativa na preservação da cultura e identidade nacional, bem como na construção de uma nação livre e independente, permitindo a liberdade do povo africano, em particular dos angolanos.

O Professor Universitário e analista político Dr. Vicente Pinto de Andrade, enumerou a acção mobilizadora levada a cabo pela Liga Nacional Africana, durante a luta contra o regime colonial português.

Frisou que, a instituição teve o grande papel de denunciar todas as formas de descriminação racial e social que estavam contidas nas leis coloniais, impossibilitando os angolanos de participarem na vida civil do país e não só.

Disse também que “A história de libertação dos povos africanos das colónias portuguesas surgiu de diversas formas de resistência, como por exemplo, da produção literária de protesto e da denuncia escrita pelos intelectuais autóctones”.

No final, o Presidente da Liga Africana, Sr. António de Oliveira Madaleno agradeceu aos presentes e ofereceu um brinde no acto de encerramento da referida palestra.

Seguir-se-ão outras que teremos o prazer de anunciar.

Cordiais saudações

Victor Fortes

Secretário-Geral

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Ciclo de Palestras - "A Liga Nacional Africana na Construção da Nação Angolana"

Dia 11 de Fevereiro de 2012, sábado - Salão Nobre da Liga Nacional Africana

9.30 – Recepção dos convidados

... ... 10:00 - Abertura - Direcção da LIGA AFRICANA

        10:15 - Orquestra Sinfónica Kapossoka

10:40 - Palestra

Tema : A Liga Nacional Africana na Construção da Nação Angolana
 
Prof. Dr. Vicente Pinto de Andrade
Palestrante


Moderador: Dr. Jaime Cohen

                                ---------     12:00 - Brinde e Encerramento   --------

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Luanda comemora hoje 436 anos da sua fundação

Cidade de Luanda comemora 436 anos
Em 1575, o capitão português  Paulo Dias de Novais, ao  desembarcar na Ilha do Cabo,  estabeleceu o primeiro núcleo de  colonos portugueses.

Luanda - A cidade de Luanda, capital de Angola, celebra nesta quarta-feira, 25 de Janeiro, o 436º aniver-sário da sua fundação, em 1576. Em 1575, o capitão português Paulo Dias de Novais, ao desembarcar na Ilha do Cabo, estabeleceu o primeiro núcleo de colonos portugueses: cerca de 700 pessoas, das quais 350 homens de armas, religiosos, mercadores e funcionários públicos.

Um ano depois (1576), reconhecendo não ser aquele lugar adequado, avançou para terra firme e fundou a vila de São Paulo da Assunção de Luanda e lançou a primeira pedra para a edificação da igreja dedicada a São Sebastião, onde se encontra hoje o Museu das Forças Armadas.


Trinta anos mais tarde, com o aumento da população europeia e do número de edificações, a vila de São Paulo da Assunção de Luanda tomou foros de cidade, estendendo-se de São Miguel ao largo fronteiriço ao antigo Hospital Maria Pia.
No período da União Ibérica, em 1618 foi construída a Fortaleza de São Pedro da Barra. A cidade tornou-se no centro administrativo de Angola desde 1627.

Em 1634 foi construída a Fortaleza de São Miguel de Luanda. A cidade foi conquistada e esteve sob o domínio da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, de 1641 a 1648, quando foi recuperada para a Coroa Portuguesa por uma expedição enviada da Capitania do Rio de Janeiro, Brasil, por Salvador Correia de Sá e Benevides.