sábado, 8 de outubro de 2011

Prêmio Nobel da Paz de 2011 é dividido entre três mulheres

Thorbjoern Jagland, presidente do comitê do Nobel, argumentou que as laureadas foram "recompensadas por sua luta não violenta pela segurança das mulheres e pelos seus direitos a participar dos processos de paz".
Três mulheres - a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, a também liberiana Leymah Gbowee e a ativista iemenita Tawakkul Karman - foram laureadas com o Prêmio Nobel da Paz de 2011.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (7) em Oslo, Noruega, pelo comitê que outorga o prêmio desde 1901. As vencedoras vão dividir um prêmio de US$ 1,5 milhão.
 
"A esperança do comitê é de que o prêmio ajude a colocar um fim na opressão às mulheres que ainda ocorre em muitos países e a reconhecer o grande potencial para democracia e paz que as mulheres podem representar", disse o presidente do comitê.
"Não podemos alcançar a democracia e a paz duradoura no mundo se as mulheres não obtêm as mesmas oportunidades que os homens para influir nos acontecimentos em todos os níveis da sociedade", disse Jagland.

Tawakkul Karman, Ellen Johnson Sirleaf e Leymah Gbowee

Ellen Johnson Sirleaf, de 72 anos, foi a primeira mulher a ser livremente eleita presidente de um país africano, em 2005. Economista e mãe de quatro filhos, a "Dama de Ferro" tenta a reeleição em pleito marcado para esta terça-feira (11). "Desde sua posse em 2006, contribuiu para garantir a paz na Libéria, para promover o desenvolvimento econômico e social e reforçar o lugar das mulheres", disse Jaglan, ao justificar a premiação

Sua compatriota Leymah Gbowee teve um papel importante como ativista durante a segunda guerra civil liberiana, em 2003. Ela mobilizou as mulheres no país pelo fim da guerra, organizando inclusive uma "greve de sexo" em 2002. Também organizou as mulheres acima de suas divisões étnicas e tribais no país, ajudando a garantir direitos políticos para elas.

E Tawakkul Karman, ativista iemenita pró-direitos das mulheres, tem importante participação na chamada Primavera Árabe, movimento pró-abertura democrática que vem sacudindo politicamente vários países do mundo árabe desde o início do ano. Em entrevista à TV Al Jazeera, ela disse que o prêmio é "uma vitória para todos os ativistas iemenitas", mas que a luta pelos direitos continua no país.
"Nas mais difíceis circunstânias, tanto antes como depois da Primavera Árabe, Tawakkul Karman teve um papel importante na luta pelos direitos das mulheres, pela democracia e pela paz no Iêmen", segundo o comitê.

O Nobel é escolhido por um comitê norueguês de cinco membros, apontados pelo Parlamento da Noruega.
Geralmente, a tendência é optar pela diversidade dos ganhadores. No ano passado, o ativista chinês pró-democracia Liu Xiaobo foi o ganhador.
Em 2009, foi o presidente dos EUA, Barack Obama, por conta de seus esforços em relação à questão nuclear.

Poucas mulheres

Até agora, em 111 anos, apenas 12 mulheres haviam recebido o Nobel da Paz.
A última mulher a ganhar também foi uma africana, a militante ecologista queniana Wangari Maathai, que morreu há pouco. Em 2011, o Nobel da Paz registrou uma cifra recorde de 241 candidaturas de indivíduos e organizações. O prêmio será entregue em Oslo no próximo dia 10 de dezembro.

Desde 1901. Estabelecido em 1901, o Prêmio Nobel tem o objetivo de reconhecer pessoas que tiveram atuações marcantes nas área da física, da química, da medicina, da literatura, da paz -e, desde 1968, também da economia. O prêmio foi estabelecido pelo cientista e inventor sueco Alfred Nobel, criador da dinamite, que morreu em 1895 e uma fundação para administrá-lo.
A premiação consiste de uma medalha, um diploma e um prêmio em dinheiro de 10 milhões de coroas suecas, o equivalente a US$ 1,5 milhão.

Todos os prêmios são concedidos em Estocolmo, capital da Suécia, a não ser o da paz, que é dado em Oslo, capital da Noruega.
Na época em que Nobel era vivo, a Noruega e a Suécia estavam unidas numa monarquia - que durou até 1905, quando a Noruega tornou-se um reino independente. Em seu testamento, Nobel determinou que o prêmio da Paz deveria ser decidido por um comitê norueguês.
Os laureados com o prêmio são escolhidos de uma lista de nomeados, que não é divulgada previamente. Portanto, apesar de haver sempre muitos palpites e "favoritos", é muito difícil saber quem vai vencer.
Muitas vezes, o escolhido passa longe das previsões divulgadas pela imprensa na semana da premiação.
Neste ano, o nome de Ellen Johnson Sirleaf era citado entre os favoritos. E também se falava muito na possibilidade de algum nome ligado à Primavera Árabe ser escolhido. As informações são do G1.

Os corpos gerentes da Liga Africana, congratulam-se com tão elevada distinção a três senhoras que lutam pela paz, democracia e pelos direitos das mulheres de todo o mundo.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

“UMA PÁGINA DA HISTÓRIA DE ANGOLA “


Jaime de Sousa Araújo

Foi nas terras do Cazengo que se forjou a conspiração vergonhosa dos colonos residentes, contra atenta pacífica postura dos naturais de Angola acoimada de “Revolta de Mata Brancos “ .

Estranhamente, de há muito que Portugal sentia a perda das suas colónias africanas, sobretudo no período que antecedeu à independência do Brasil

Os residentes europeus do Kwanza – Norte receavam a afirmação sócio – económica de uma élite de negros e mestiços que reflectiam sobre uma possível auto-determinação do território que desde a expulsão dos Holandeses pelo Almirante Salvador Correia de Sá e Benevides, grande parte dos quadros da Administração Colonial era ocupado por varões brasileiros treinados no negócio de escravos e Importação e Bens procedentes do Brasil.

Desde as últimas décadas do século XIX nos primórdios do século XX várias armadilhas foram urdidas para delimitar a capacidade de intervenção intelectual e económica dos naturais, que souberam sempre defender com brio seus interesses dando resposta adequada aos insolentes que procurassem denegrir a honra dos naturais.

Tanto assim, que no princípio do século XX um grupo de colonos maldosos desferiu ataque aos naturais da terra, através de um “ pasquim periódico de Luanda com título “ “contra grei pela grei “ achando que os nativos não merecem tratamento igual no julgamento das suas faltas ou infracções judiciais. A resposta de uma pléade de intelectuias não se fez tardar em forma de resposta acutilante nos jornais da sua propriedade editados em Luanda.

Em reforço aos insultos editaram um livro sob o título “ Voz de Angola clamando no deserto “ em 1902 com depoimentos e apoio de figuras portuguesas que igualmente responderam a leivosia dos colonos.

Contudo, o diabo tece as maldições armando “ tocaisos “ congeminadas por colonos ávidos de assumirem a posse de bens, imobiliários e terrenos férteis para agricultura.

Assim é que se denuncia a falsa conspiração, quando antes se deram outras revoltas acoimadas de “ mata brancos “, como a do Congo liderada pelo Dom Álvaro Tulante Buta, apoiada por missionários estrangeiros pela ocupação das terras do Congo e pagamento compulsivo “ imposto de cabeça “, dando lugar a deportações em massa em São Tomé e Príncipe, e posteriormente as insurreições em cadeia dos Dembos, Mussende, Ambaca, Amboim – Seles, Libolo, Bailundo e Cunene num período permanente de 20 anos.

Tem convulsões de desapontamentos a repressão colonial permitiu que o Governador Geral Norton de Matos extinguisse por despacho de 1913 Liga Angolana, deportando dentro do país os fundadores:

Manuel Pereira dos Santos Van – Dúnem, José Vieira Dias, António Ferreira de Lacerda e outros.

Acusava então, Norton de Matos as Associações Africanas da época como fulcro das revoltas espalhadas pelo território, permitindo que a sanha revoltosa dos colonos tratasse a Liga por uma “ Associação de Mata Brancos “.

Estávamos no mês de Julho, como agora, quando é forjada a conspiração de colonos do Cazengo contra os naturais da terra servindo de rastilho o intriguismo de joão Baptista de Sá, gerente da Companinha Comercial do Cazengo, por rivalidades comerciais e acusação de ter sido autor de desvio de certa mercadoria dos armazéns do Caminho – de – Ferro no Lucala, segundo o comerciante Manuel Moreira.

As autoridades administrativas trataram de proceder a prisões em massa, envolvendo figuras mais proeminentes da região com destaque para:

      - António Assis Júnior
      - Domingos Van – Dúnem
      - António Joaquim de Miranda, relevante activista da educação dos aborígenes.
      - Paulo Alves da Cunha
      - Fernando Correia Cabral
      - Adriano dos Santos
      - Sérgio José da Silva
      - Manuel Augusto dos Santos
      - Pedro Mendes Duarte
      - Manuel Correia Víctor
      - Filipe de Sá Mello
      - António Faustino
      - José Feliciano Vicente
      - Francisco Jerónimo
      - Francisco Bartolomeu
      - Joaquim Fortuna
      - Félix Adriano
      - Alberto Mateus
      - Francisco Gonçalves
      - Augusto Aleixo da Palma
      - António Luís Da Silva e outros.

As vítimas acima referidas, com destaque para o escritor António Assis Júnior e o chefe da estação do Cazengo, Domingos Van – Dúnem, enclausurados nas masmorras da Fortaleza de São – Miguel de Luanda a partir de Agosto de 1917.

O efeito repressivo das autoridades colónias produziu reacções em cadeia traduzidas pelas revoltas já referidas.

A cabala foi tão bem urdida pelos colonos do Cazengo aliados às autoridades que acabou por envolver o testemunho de vários representantes da terra em recurso interposto por António Assis Júnior nas masmorras da Fortaleza de São Miguel, tendo entre outros prestado declarações figuras respeitadas como:

- O Administrador de circuscrição Antunes Ferreira,
-  O Delegado de Saúde Dr. Augusto de Brito e Nascimento,
José de Sá Vasconcelos Júnior,
- Lucrécio Africano de Carvalho,
-  Carlos Giovetti,
-  Adolfo Correia,
-  Estêvão Fernandes,
-  Casimiro Pereira Bravo,
Alonso de Soto Veiga,
-  Eusébio Rodrigo da Costa
- Adriano dos Santos

De tudo quanto terão a paciência de escutar, assalta–me ao pensamento que as convulsões aqui transmitidas em forma de história tiveram efeitos positivos na tomada de posição dos direitos e liberdades, então restringidos aos naturais da nossa terra.

Contudo, as lições dos nossos antepassados serviram de incentivo à luta de libertação que culminou na independência de que disfrutamos.

Jaime de Sousa Araújo
Liga Africana




































sábado, 1 de outubro de 2011

Dom Damião Franklin, Arcebispo de Luanda é recebido pelo Senhor Presidente da República

O Presidente da República recebeu ontem 30.09.2011 Dom Damião Franklin, Arcebispo de Luanda.
D. Damião Franklin considerou proveitoso o encontro com o Chefe de Estado. “O encontro correu muito bem”, disse o arcebispo de Luanda, indicando que “viemos tratar de assuntos de âmbito bilateral entre a Igreja e o Executivo, em relação a questões, aqui de Luanda, que interessam aos fiéis, que também são cidadãos”. O líder religioso pronunciou-se sobre a situação social na capital angolana, considerando que o quadro actual “pode ser motivo de alerta não só para quem governa, mas também para quem é governado”. Dom Damião Franklin defendeu a necessidade de se “encarar as coisas com realismo, com patriotismo e muito sentido de responsabilidade”. O arcebispo de Luanda considerou “importante sermos os protagonistas da nossa felicidade”, lembrando que “para isso é preciso trabalharmos todos juntos, não só os que governam, mas também os que são governados, pois que a paz social, de que se fala tanto, é um objectivo que deve ser preocupação de todos”.
D. Damião Franklin considerou imperioso que a paz seja preservada, porque “estamos a ver que em pouco tempo Angola avançou muito mais que durante a guerra toda. A guerra gasta financiamentos, gasta as pessoas, traumatiza. Todos nós experimentámos isso em Angola, e é claro que nós não gostaríamos que isso se repetisse”.
A Liga Africana congratula-se com a preocupação da igreja católica na preservação da paz duramente conquistada pelo povo angolano e felicita Sua eminência o arcebispo D. Damião e o Senhor Presidente da República Senhor Engenheiro José Eduardo dos Santos pelo encontro entre ambos.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Ministra da Cultura destaca importância de se respeitar a memória de NETO

JA - 19.09.2011
A ministra da Cultura, Dra. Rosa Cruz e Silva, afirmou ontem, em Mbanza Congo, que os progressos que se alcançam no domínio da economia devem estar associados às grandes questões que sustentam o desenvolvimento cultural.


Rosa Cruz e Silva, que discursava durante o acto central do Dia do Herói Nacional, ontem assinalado, sustentou que essa é uma das formas de respeitar a memória do primeiro Presidente de Angola, enquanto poeta e homem de cultura.

“Na senda do glorioso caminho da reconstrução nacional, torna-se necessário reconstruir a nossa memória histórica e cultural, dignificando-a, para prestigiar o legado dos nossos heróis e as figuras de relevo que tornaram possíveis as nossas conquistas”, defendeu. Falando em representação do Chefe de Estado, salientou que o actual momento revela um crescimento económico e social do país e melhorias significativas nas condições sociais da população. Essa proeza, acrescentou, significa que estão a ser cumpridos os ideais do fundador da nação.


Na sua perspectiva, o país precisa de criar, cada vez mais, espaços de debate sobre a herança cultural e política de Agostinho Neto, revivendo a sua memória e feitos e contribuindo para um conhecimento mais alargado do conjunto da sua imponente obra literária.


A ministra destacou ainda a importância histórica do Reino do Congo. Defendeu que a magnitude do simbolismo da região exige, com urgência, o reconhecimento de todos os angolanos, para a preservação das riquezas históricas inerentes ao seu amplo património cultural. Falando para várias centenas de pessoas presentes no Largo António Agostinho Neto, lembrou que Mbanza Congo, fundada antes mesmo da chegada dos portugueses, se reveste de grande importância, por até ao século XVI ter sido considerada a maior cidade da costa ocidental de África, abarcando o reino, na altura, o actual Congo-Brazzaville, República Democrática do Congo e Gabão.


“Nesse sentido, torna-se urgente preservar as riquezas históricas de Mbanza Congo, no âmbito do projecto ‘Mbanza Congo, cidade a desenterrar para preservá-la’. Não podemos esperar que outras pessoas conservem estes bens”, defendeu, acrescentando que o programa de restauro deve contar com o apoio dos próprios angolanos.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Progresso de Angola destacado por Obama

JA-12 de Setembro de 2011

O Presidente norte-americano, Barack Obama, reconheceu na sexta-feira os progressos registados em Angola, desde que alcançou a paz, e felicitou o Chefe de Estado angolano pela presidência da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

"Nesta última década, Angola não apenas se recuperou da guerra civil devastadora, como igualmente desenvolveu uma economia que se posiciona de entre as maiores do continente africano", disse o Presidente norte-americano durante uma audiência que concedeu, na Casa Branca, ao embaixador angolano nos Estados Unidos, Alberto do Carmo Bento Ribeiro.
Na cerimónia, que serviu para o novo chefe da missão de Angola em Washington apresentar as suas cartas credenciais, Barack Obama referiu que a indicação do diplomata angolano acontece num momento crucial das relações bilaterais entre os dois Estados.
Uma nota da Embaixada de Angola nos Estados Unidos refere que, durante a cerimónia, o diplomata angolano realçou os dividendos da paz, a consolidação da reconciliação nacional que ocorre no nosso país.
Alberto do Carmo Bento Ribeiro destacou, igualmente, o reforço das instituições democráticas, no sentido de uma melhoria na defesa dos direitos humanos, na redução da pobreza, na boa governação e no combate à corrupção.
O embaixador falou, igualmente, dos progressos alcançados na cooperação bilateral entre os dois países, enfatizando a assinatura do Memorando para o Diálogo de Parceria Estratégica, em 2010, como um testemunho da importância da diplomacia e um instrumento que vem, cada vez mais, reforçar as boas relações já existentes. O diplomata angolano fez a apresentação das suas cartas figuradas, no dia 1 de Setembro de 2011, no Departamento de Estado.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Carnaval do Brasil ao ritmo do semba de Angola


JA - António Bequengue e Adriano de Melo - 8 de Setembro de 2011

Martinho da Vila disse ontem ao Jornal de Angola, que o seu grupo, na próxima edição do Carnaval do Rio de Janeiro, vai desfilar com um enredo sobre Angola, onde vai estar em destaque o casamento entre o semba e samba. O cantor e compositor brasileiro apresentou o projecto à ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva.

 Fotografia: Reuters

 Volta a Luanda no próximo mês a convite da União dos Escritores Angolanos para falar de música, poesia e literatura. Martinho da Vila anunciou que vai convidar alguns artistas e intelectuais angolanos para participarem no desfile da Unidos de Vila Isabel, inclusive o Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

Jornal de Angola - Qual foi o motivo da sua viagem a Luanda?

Martinho da Vila - Vim falar com a ministra da Cultura, Rosa da Cruz e Silva, para fazer uma explanação sobre o enredo que a escola de samba Unidos da Vila Isabel vai apresentar no próximo Carnaval, cujo título é "O Canto Livre de Angola". Para que sejamos bem sucedidos, o que será bom para os nossos países, é necessária a participação oficial e particular em termos de patrocínios. Um bom resultado deste projecto é importante para criar mais intercâmbio entre músicos angolanos e brasileiros.

JA - Que informações tem sobre a música angolana?

MV - Tenho muita informação, mas sei pouco sobre o momento actual. Os primeiros músicos angolanos que foram ao Brasil fui eu quem levou. Já trabalhei com extremos como o Bonga e o Dog Murras.

JA – Qual foi o seu percurso artístico?

MV – Actuei pela primeira vez num festival de música da TV Record, em 1967, o mesmo que revelou Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Edu Lobo e muitos outros. Falar da minha trajectória até hoje é impossível em poucas palavras.

JA - Escreve livros e compõe músicas nos mais variados ritmos. De onde vem o gosto pela diversidade?

MV - Gosto da diversidade mas não sei de onde vem o gosto. Acho perfeitamente normal um actor cantar, uma actriz representar, um sambista escrever livros, um erudito fazer música popular, um compositor pop criar uma ópera e todos fazerem outras coisas como pintar, esculpir, produzir, realizar filmes…

JA - Com a introdução de novos ritmos e novas tendências na música mundial, ainda há lugar para o samba de qualidade e de raiz no Brasil?

MV - Sambas de qualidade musical e poética continuam a ser produzidos no Brasil. Chico, João Bosco, Arlindo Cruz, Roque Ferreira, Nelson Rufino, Zeca Pagodinho, Dudu Nobre e alguns outros estão sempre a produzir bons trabalhos. O mais tradicional de todos é o Paulinho da Viola.

JA - O actual processo de produção e gravação influenciaram a sua carreira?

MV - Influenciar creio que não, mas eu sempre usei a tecnologia a meu favor.

JA - Sei que Martinho da Vila é um homem do Carnaval. Como classifica a sua participação nas escolas de samba?

MV - Há compositores de música popular que não são do Carnaval e autores de samba de enredo que não fazem outro tipo de música. Eu sou eclético. Muitos sambas enredos meus foram cantados em desfiles e a minha participação diversificada. Sou presidente de honra da Unidos de Vila Isabel mas, essencialmente, sou membro da Ala de Compositores.

JA - Como foi a sua experiência de actor, no filme "A Magia do Samba"?

MV - Não deixei a música para ser actor. A "Magia do Samba" é um filme inglês onde eu faço uma auto-representação e desenvolvi parte da banda sonora.

JA – Como tem sido a sua carreira fora do Brasil?

MV - Quem quiser viver de música tem de trabalhar com afinco e abraçar o profissionalismo, tanto no Brasil como em Angola. A minha carreira no Brasil e fora é muito activa. Este mês eu actuo em Salvador da Baía e no Rock in Rio. Dia 11 vou a Paris gravar com a cantora Nana Mouskouri. No início de Outubro canto em Portugal e Inglaterra. Há outras propostas internacionais em andamento.

JA - Os novos músicos têm cuidado com a Língua Portuguesa na elaboração das suas canções?

MV - Os compositores devem ter uma preocupação permanente com a Língua Portuguesa e aprimorar as suas letras. Os cantores, além de darem prioridade à poesia, devem procurar temas com riqueza melódica.

JA - As suas músicas ajudaram a mudar as mentalidades no Brasil?

MV - Não devo falar da importância da minha música. É dever dos estudiosos, críticos, pensadores.

JA – A Música Popular Brasileira ainda defende a modernização dentro do tradicionalismo?

MV - Sou visto como representante da Música Popular Brasileira, estivo muito abrangente que persiste e se expande. Procuro manter a essência da tradição, sem arcaísmo, mas evitando o modismo.

JA - Ainda é necessário defender o afro nas músicas, apesar da cada vez crescente globalização?

MV - Alguns dos meus antepassados foram africanos escravizados. Todo o mal tem algo de bom e a escravatura propiciou o sentimento de irmandade entre o povo brasileiro e o angolano. Os brasileiros oriundos de África foram muito importantes na construção do Brasil, influenciaram na cultura e em particular na música. O som afro faz parte da globalização.

JA - Qual é a sua opinião sobre os elos culturais entre os países lusófonos?

MV - A CPLP caminha a passos lentos, mas avança. O que mais pode unir os países lusófonos é a cultura artística e literária.

JA - É fácil viver da música no Brasil?

MV - Não é fácil viver de música em lugar algum, porém é mais viável nos países desenvolvidos, por terem a actividade musical profissionalizada.

Palanca Negra está ameaçada

Jornal de Angola, 06 de Setembro, 2011
Quatro manadas de palancas negras com 50 animais, incluindo alguns machos territoriais, fêmeas reprodutoras, jovens e crias, foram localizadas  na reserva do Luando, província de Malange, durante uma expedição científica, informou ontem, em Luanda, o coordenador do projecto de conservação da espécie, Pedro Vaz.
Apesar dos resultados,  o coordenador do projecto de conservação da Palanca Negra, do Ministério do Ambiente,  lamentou o facto de se confirmar o desaparecimento deste antílope na maior parte da reserva do Luando, em consequência da guerra civil e da caça furtiva.

“A caça furtiva está muito activa através da utilização de armadilhas de laço. Foram encontradas várias palancas fêmeas com ferimentos graves nas patas, por causa dessas armadilhas, e temos fotos de pelo menos duas dessas fêmeas que devem morrer em breve por causa dos ferimentos”, disse Pedro Vaz
Em declarações à Angop, acrescentou que a caça furtiva nos últimos anos tem impedido a sobrevivência das crias e o seu recrutamento para a manada, uma vez que foram detectados pelos especialistas  vários animais velhos e crias deste ano ainda recém-nascidas, mas com muitos poucos animais jovens, entre dois e sete anos.
Durante a segunda fase de captura da palanca negra gigante que decorreu de 27 de Julho a 20 de Agosto deste ano, foram levados para o santuário de Cangandala oito animais, sendo seis fêmeas jovens e dois machos, com oito e dois anos. Estes animais juntaram-se a outros para reprodução de novas manadas no santuário do Parque Nacional de Cangandala, província de Malange. Segundo o mesmo responsável,  Ministério do Ambiente e parceiros têm  nos seus registos um total de 19 animais, dos quais cinco machos e 14 fêmeas, todos já no santuário criado no parque de Cangandala.
Mesmo assim, Pedro Vaz disse ser ainda preocupante a situação actual da palanca negra gigante,  sendo mesmo um dos mamíferos mais ameaçados de extinção do mundo. “Se não agirmos com firmeza e imediatamente, corremos o risco de ver a palanca desaparecer nos próximos anos”, alertou Pedro Vaz. O número total de palancas sobreviventes é de menos de 100 animais, confirmadas apenas 50 no Luando e 20 em Cangandala. A caça furtiva é a principal ameaça, estando ainda descontrolada na reserva do Luando.
Pedro Vaz firmou que o combate à caça furtiva na zona da palanca tem de ser uma prioridade nacional, abrangente, e não apenas circunscrito aos órgãos tradicionais da tutela, como seja o Ministério do Ambiente, e seus parceiros, nomeadamente, a Universidade Católica e a Fundação Quissama. Disse ainda que a protecção da palanca negra nas duas reservas passa pela acção de agentes de fiscalização no terreno e reforço das campanhas de sensibilização no seio das comunidades, sobretudo aquelas que vivem próximo das suas reservas.
Pedro Vaz sublinhou que neste momento existem apenas alguns pastores, agentes não oficiais, com pouca formação, para proteger as reservas. Sublinhou o empenho das Forças Armadas Angolanas e da Força Aérea que trabalharam satisfatoriamente durante a segunda fase de captura do antílope.

domingo, 4 de setembro de 2011

Mário Pinto de Andrade in memoriam

Jornal de Angola
04.09.11
Se Mário Pinto de Andrade fosse vivo, teria completado no passado dia 31 de Agosto 83 anos. Nascido a 31 de Agosto de 1928, na vila do Golungo Alto, situada numa região do hinterland, cedo veio para Luanda, com dois anos, tendo crescido na Ingombota, em pleno coração de Luanda, ajudado pela madrasta, mãe de Joaquim Pinto de Andrade, outra figura de proa do nacionalismo moderno angolano despoletado no dealbar dos anos 40, 50 e princípios de 60, com o apelo à acção directa através da luta armada.
O pai, Cristino Pinto de Andrade, era antigo funcionário da Fazenda e Contabilidade. O seu progenitor era considerado membro da chamada lumpen-aristocracia sociológica da época. Foi co-fundador da liga Nacional Africana, entre outros, com Gervásio Viana, pai de Gentil Viana e António de Assis Júnior, sendo este último dicionarista da sua língua materna que o interessou no estudo do kimbundu. “O kimbundu era a língua com que eu falava com a madrasta e o criado no quintal”, dizia ele, enquanto o pai censurava tal prática, ambicionando vê-lo subir na vida por via da língua dominante, o português. Preconceitos culturais típicos de uma sociedade colonial!
Oriundo de um estrato social privilegiado, a pequena burguesia africana da época, cuja emergência é assinalável com o “boom” do café, nos finais dos anos 40 e princípios de 50 do século do passado, Mário de Andrade fez os seus estudos primários, secundários e liceais em Luanda, depois de uma crise mística que o levou a frequentar o seminário entre a frequência do ensino preparatório.

Partida para Portugal

Concluído o liceu em 1947-48, com distinção, parte para Portugal. Chegado a Lisboa em 1948, trava conhecimento com o estudante de agronomia Amílcar Cabral, um dos raros africanos que evolui no sistema universitário na metrópole e de ideias mais avançadas. Sendo um leitor omnívoro de ciências sociais, trajado à “dandy”, levado pela mão do seu colega, o futuro engenheiro agrónomo Humberto Machado, irmão de Ilídio Machado, um dos pivots do núcleo duro jacobino do movimento nacionalista que fervilha em Luanda, na segunda metade da década de 50, temos em que a luta nacionalista assume o condão artístico e político, ainda que numa fase de contestação á ordem colonial de forma embrionária, tanto localmente como na diáspora.

Em 1947, surge em Luanda o Ngola Ritmos, liderado pelo maestro e nacionalista Aniceto “Liceu” Vieira Dias, cujas letras das suas músicas fazem apelo à mensagem avassaladora da liberdade, brandindo o martelo contra a ignorância e o medo, denunciando a reedição da escravatura em pleno século XX - o contrato - cantando em kimbundu, clamando a assistência social, sanitária e educacional dos nativos.

O poeta Viriato da Cruz

No ano seguinte, o poeta Viriato da Cruz, conforme é ideia geralmente aceite, lança o Movimento Literário “Vamos Descobrir Angola”, em ordem ao resgate dos “valores nativos destruídos”, para usar uma sua feliz expressão. Viria da Cruz proclama neste seu manifesto cultural e artístico que era preciso resgatar os valores culturais nacionais, inspirados nas tradições seculares, sem sede de exotismos, apoiados na razão e no senso do cultivo das coisas da terra, sem negar a contribuição positiva que vem de fora, questionando também a poética dos seus imediatos predecessores ainda que implicitamente ou mesmo ostensivamente, com base no alumbramento dos cânticos dos modernistas doutra margem do Atlântico, mas, sobretudo, forjado no “serão do menino”, educado na espiritualidade do vasto filão da tradição oral.
Em 1949, é publicada em Paris “L’Antologie de la Poesie Noire et Malgaxe”, de Lelopold Sedar Senghor, na senda dos valores de reafirmação da identidade africana, que plasmada desde os anos 20,30 e 40, em diversas publicações animadas pelos estudantes africanos e da Martinica, evoluindo na capital francesa, nomeadamente o carderno “L’etudiant noir”. David Diop clamava “Deixai a África para os Africanos”, ainda em 1919. São correntes propulsoras do nacionalismo panafricano que se batem pela valorização das massas africanas humilhadas até ao tutano e esbulhadas das suas propriedades agrícolas férteis, com os seus descendentes marginalizados na Europa e na América, sonhando com o retorno às origens.
A geração de Mário de Andrade vive o impacto destas e outras leituras em ordem à emancipação do homem explorado e deserdado da terra, aliás uma das divisas que vai marcar o movimento cultural por si desencadeado com os seus companheiros estudantes e intelectuais africanos, vivendo e estudando em plena cidadela do império, em Lisboa, onde vão fundar o Centro de Estudos Africanos, em Outubro de 1951.

“Reafricanização dos espíritos”

Esta acção marca a ruptura com a alienação mental promovida pelo assimilacionismo colonial, através de uma vasto processo de “Reafricanização dos Espíritos”, com vista à recuperação das suas raízes culturais e à consciencialização das realidades sociológicas e antropológicas dos seus países de origem, campanha simbolizada com um funge ao sábado, além dos acalorados debates longe do jango que ficou na terra-mãe, suscitados pelo palestrante do dia, seminários entremeados com a declamação da poesia de sua lavra geracional.
As actividades deste centro foram abertas com uma conferência proferida pelo poeta e geógrafo santomense Francisco José Vasquez Tenreiro, o primeiro poeta “negritudiano” à escala das cinco colónias portuguesas, com o poemário “Ilha de Nome Santo”, publicado em Lisboa, em 1941, seguidos de diversos ensaios e artigos sobre o valor social, económico e artístico dos seus irmãos de raça em África e nas Américas, na imprensa portuguesa da época, nomeadamente de 1945 a 50, na revista “Seara Nova”.
O Centro de Estudos Africanos era composto por Mário Pinto de Andrade, Francisco José Tenreiro, Agostinho Neto, Amílcar Cabral, Marcelino dos Santos, Alda do Espírito Santo, Noémia de Sousa, entre outros.

“Expressão Kimbundu”

Os temas apresentados eram seguidos de debate. Mário Pinto de Andrade ocupou-se da Linguística Africana. Aliás, Mário de Andrade animou uma palestra sobre “Expressão Kimbundu”, em Lisboa, em Abril de 1952, no âmbito da reafirmação deste projecto cultural de matriz identitária que “só se pode afirmar num quadro histórico de liberdade”, segundo diria em 1984, em entrevista à “Gazeta de Artes e Letras” da então concorrida revista moçambicana “Tempo”.
Perseguido pela PIDE devido à sua a denodada acção subversiva à ordem cultural e social instaurada, Mário Pinto de Andrade foge para Paris, indo parar ao quadro de Marcelino dos Santos que se havia se exilado um pouco antes. Levado pela mão deste seu correligionário íntimo, vai trabalhar na “Présence Africaine”, capitaneada pelo intelectual senegalês Allioune Diop, que se dedicava à divulgação das realidades políticas, sociais e culturais africanas e de todo o mundo negro, onde assume as funções de secretário de redacção e, depois, de chefe de redacção.
Nesta qualidade de redactor da revista publica diversos artigos analíticos e ensaios, onde desmonta a estrutura sociológica do colonialismo português, nomeadamente a tese lusotropicalista de Gilberto Freyre, bem com dos seus principais corifeus do “bom patrão que aperta a mão do escravo”, nomeadamente Adriano Moreira e Marcelo Caetano.
Nos anos seguintes mantém a sua acção publicista e cultural. A partir daí participa na organização do primeiro e segundo congressos de Escritores e Artistas Negros, organizados pela “Présence Africaine” em Paris, 1956, e em Roma, 1959. Nestes congressos foi notória a ausência do poeta Agostinho Neto, que se encontrava preso em Portugal por razões políticas.

Antologia de poesia

Além em de Mário Pinto de Andrade, entre os escritores e intelectuais angolanos, no primeiro congresso estiveram o reverendo Joaquim Pinto de Andrade e o estudante de direito Manuel Lima, colaborador do jornal “Cultura”. Entre estes dois congressos Mário Pinto de Andrade publica a “Antologia de Poesia Negra de Expressão Portuguesa”, onde reitera igualmente os argumentos esgrimidos na “Présence Africaine” contestando a ordem cultural colonial e exaltando a expressão cultural, literária e plástica dos colonizados das cinco colónias portuguesas, cujo pano de fundo cultural africano é distinto de Portugal, por sinal, o último império colonial varrido da face de África em 1975, e que se gabava extensivo de Minho a Timor.
Tempos de radicalização da vaga nacionalista em África, o movimento independentista cerra fileiras no Gana, Argélia, Camarões e na Guiné-Conakry. Mário Pinto de Andrade anuncia a passagem à “acção directa”, através da Luta Armada de Libertação Nacional, em Dezembro de 1960, o ano das independências em África.
As armas estão acesas nas mãos dos poetas, feitos líderes políticos pela emancipação dos seus povos. O evoluir da conjuntura de então exige outros métodos de acção mais vigorosos e de luta mais audazes: as catanas substituem o verbo dos que profetizaram a mensagem redentora do sol da dignificação do nativo e do rompimento das grilhetas da dominação colonial.
No fundo, estava escrita implacavelmente a crónica anunciada do despertar africano e a premonição pela entoação dos hinos à liberdade, na hora do regresso ao país natal, como cantava Aimé Cesaire, um dos seus principais inspiradores na assumpção da causa africana.
“O meu nacionalismo não é estreito, disse o intelectual emprestado à política, é alargado ao espaço dos cinco países africanos de língua oficial portuguesa”.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Casos de malária reduzem em Angola

02-09-2011 11:07
Saúde
Casos de malária reduzem em Angola


Yamoussoukro (Do enviado especial) – Angola registou três milhões, 687 mil e 574 casos suspeitos de malária em 2010, contra três milhões 726 mil 606 observados em 2009, continuando a ser a principal causa de doença e morte. 

Em entrevista à Angop, em Yamoussoukro, Côte d’Ivoire, Filomeno Fortes, director do Programa Nacional de Controlo da Malária em Angola, disse que as províncias de Luanda, Huambo, Huíla, Bié, Benguela, Kwanza Sul e Cabinda concentram 72 porcento de todos os casos suspeitos. 

 
Acrescentou que nos últimos cinco anos, com a intensificação das acções de controlo, o número de óbitos tem reduzido de forma apreciável, tendo sido registados oito mil 114 óbitos em 2010 contra dez mil e 505 observados em 2009, correspondendo a uma redução de 23 porcento. 

Com a implementação do tratamento preventivo nas grávidas, com sulfadoxina+pirimetamina, a partir do quarto mês de gravidez, nas consultas pré-natal, verificou-se uma redução de mortalidade materna de 15 porcento para dois porcento nos últimos cinco anos. 

 Segundo a fonte, as principais intervenções de controlo da malária em Angola assentam no diagnóstico e tratamento correcto dos casos, nas medidas preventivas, sobretudo na distribuição de redes mosquiteiras tratadas com insecticida, na luta contra o vector e na educação para a saúde. 

De acordo com Filomeno Fortes, o uso dos testes rápidos têm contribuído para a melhoria do diagnóstico em todos os municípios, bem como a prescrição do Coartem tem reduzido o aparecimento de casos graves. 
 
Os principais parceiros no combate à malária em Angola têm sido a Iniciativa Presidencial Americana e o Fundo Mundial. 
 
Apesar de todo este esforço, o Programa Nacional carece de mais meios em redes mosquiteiras, testes rápidos e de luta antivectorial
(pulverização interna de residências com insecticida de efeito residual), para poder atingir as metas de cobertura universal preconizada nos objectivos de desenvolvimento do milénio.  

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Zumba Fitness - Música de Angola

Jornal da Angola
17/09/2011
O Ministério do Ambiente lançou ontem em Luanda três projectos, no âmbito da execução da Convenção das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas.
Os projectos visam a execução dos Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL) em Angola, a instalação do Centro de Alterações Climáticas e Biodiversidade e a Campanha Nacional de Protecção da Biodiversidade e Reflorestação.
Os projectos contam com o apoio financeiro da petrolífera Total E&P Angola e estão orçados em cerca de 5,3 milhões de dólares. Envolvem todos sectores do Executivo abrangidos pela Estratégia Nacional de Alterações Climáticas.
O Centro de Alterações Climáticas e Biodiversidade visa a pesquisa interdisciplinar sobre a biodiversidade dos diferentes ecossistemas, através da avaliação específica dos efeitos das alterações climáticas nas comunidades locais com a instalação de dois laboratórios móveis. O projecto de execução do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo tem como objectivo inventariar as emissões de gases de base de Angola e reportar às organizações internacionais.
Já a Campanha Nacional de Protecção da Biodiversidade e Reflorestação visa lançar uma vaga nacional de amigos da biodiversidade onde cada um se responsabiliza e assume a importância do seu papel na preservação.
A ministra do Ambiente, Fátima Jardim, afirmou que estes projectos surgem para materializar e apoiar os programas nacionais, como a gestão do ambiente e o Programa Nacional das Alterações Climáticas. "As políticas públicas para o ambiente constituem uma nova área da sociedade moderna e consolida o pensamento do desenvolvimento sustentável", disse a ministra. Fátima Jardim sublinhou que o Executivo está a adoptar normas e pacotes legislativos multidisciplinares para mitigar os danos causados pela utilização dos recursos naturais. "Esta complexa interdependência evidencia que todos nós devemos fazer o uso disciplinar dos recursos naturais", referiu.
Para a ministra, o processo de globalização dá prioridade a uma agenda de acções sustentáveis.

Católicos angolanos em Madrid para encontro com o Papa

Angop
15-08-2011 21:05

Madrid (Do enviado especial) – Qunhentos e 520 jovens angolanos começaram a escalar hoje (segunda-feira) a cidade de Madrid, capital da Espanha, para o encontro com o Papa Bento XVI durante as jornadas mundiais da juventude católica, a decorrer de 16 a 21 de Agosto.

Encabeçada pelo bispo do Kwanza Norte e presidente da comissão da juventude da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, dom Almeida Kanda, a delegaçao nacional integra cinco grupos diferentes, nomeadamente do secretariado nacional da pastoral juvenil, das irmãs Mercedárias da Caridade, dos neo-catecumentatos, da congregação dos padres salesianos em colaboração com a Universidade Católica e participantes voluntários.

Do encontro internacional do Santo Padre com a juventude preveêm participar mais de 100 mil peregrinos oriundos dos cinco continentes.

O evento que marca a XXVI edição das jornadas mundiais da juventude, decorre no presente ano sob o lema “Enraizados e edificados em Cristo - firmes na fé”, que segundo o Santo Padre constitui uma ocasião para que os jovens professem e proclamem cada vez mais a alegria da sua fé em Cristo.

Numa mensagem dirigida aos jovens em alusão ao encontro internacional, Bento XVI refere que o momento visa igualmente garantir que, estando congregados num único espaço os jovens possam interrogar-se sobre as aspirações mais profundas do mundo actual, experimentar a comunicação com a igreja e comprometer-se com a urgência da missão da nova evangelização.

“A finalidade principal das jornadas mundiais da juventude visa colocar Jesus Cristo no centro da fé e da vida de cada cristão, sendo a principal escola de pastoral juvenil da igreja católica “, manifesta o Santo Padre na missiva.

Com a presente participação, Angola marca presença pela nona vez consecutiva nas jornadas mundiais, sendo a última em Sidney (Austrália), em 2008.

O evento consiste numa reunião de cristãos católicos, sobretudo jovens, sendo celebrado a cada dois ou três anos, numa cidade escolhida para acolher a jornada em que participam pessoas de todo mundo.













segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Descoberto no Ambriz esqueleto de dinossauro

Jornal de Angola - Garrido Fragoso
Segunda, 15 de Agosto 2011 Fotografia: Rogério Tuti


O esqueleto do primeiro dinossauro descoberto em Angola foi ontem apresentado à comunidade científica angolana, na Escola Nacional de Administração (ENAD), em Luanda, em cerimónia presenciada pela ministra do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia, Cândida Teixeira.


Denominado "Angolatitan Adamastor", o esqueleto do dinossauro foi descoberto em 2005 por especialistas nacionais e estrangeiros, a 70 quilómetros a norte de Luanda, na região de Lembe, na localidade de Ambriz. Tem 13 metros de cumprimento e viveu há 90 milhões de anos. Segundo cientistas é uma das poucas ocorrências do género na África subsaariana.

O esqueleto do dinossauro foi totalmente reconstituído e está exposto para a população e turistas no Museu de Geologia da Universidade Agostinho Neto, no âmbito do projecto PaleoAngola, enquanto se aguarda pela conclusão das obras do Museu de Ciência e Tecnologia, onde vai ser colocado.

O acervo de fósseis já encontrados em Angola, segundo a ministra do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia, Cândida Teixeira, não se restringe ao "Angolatitan Adamastor", havendo ainda a salientar a descoberta da tartaruga marinha mais antiga de África, a "Angolachelis".

Cândida Teixeira disse que a exposição, em tamanho natural, foi possível graças a uma estreita cooperação entre países e envolvimento de diversas universidades e centros de investigação.

A ministra sublinhou que o conhecimento científico deve ser desenvolvido em Angola. A divulgação do dinossauro, acrescentou a ministra, deve servir de alavanca para a promoção do desenvolvimento da sociedade do conhecimento, através das instituições do ensino superior e instituições de investigação científica.

A ministra pediu dedicação abnegada à investigação científica com recurso à cooperação de cientistas experientes na matéria.

O "Angolatitan Adamastor" foi descoberto por especialistas nacionais e estrangeiros na região do Lembe no município do Ambriz


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Angola inicia levantamento da biodiversidade do Maiombe

África 21 - DFÁfrica 21 - DF
10/08/2011 - 11:00
Angola

Ministério do Ambiente angolano inicia levantamento da biodiversidade do Maiombe

Os trabalhos de levantamento da biodiversidade serão orientados pelo Ministério do Ambiente e envolverão técnicos de diversos sectores e consultores internacionais.
O levantamento da biodiversidade existente na floresta do Maiombe, na província de Cabinda, no norte de Angola, deverá ser iniciada este mês, visando a criação do parque nacional, no âmbito do memorando tripartido para a criação da área transfronteiriça entre Angola, Congo e República Democrática do Congo.
Os trabalhos de levantamento da biodiversidade serão orientados pelo Ministério do Ambiente e envolverão técnicos de diversos sectores e consultores internacionais. .
Segundo o coordenador da unidade Maiombe, Miguel Xavier, disse que a criação do Parque Nacional do Maiombe, cuja proposta já foi aprovada pelo Conselho de Ministros, faltando apenas a sua aprovação por parte da Assembleia Nacional, será um passo que vai permitir a protecção e conservação da diversidade biológica existente naquele bioma.
“Estamos a trabalhar no sentido da criação do Comité Técnico Nacional que, em colaboração com as comunidades locais, vão definir os limites do Parque Nacional do Maiombe”, disse.
A caça furtiva e a exploração de madeira de forma anárquica têm vindo a reduzir a floresta e a diversidade animal. O Parque Nacional do Maiombe terá 1.930 quilómetros quadrados de área. 
As informações são da Angop, retiradas ddo portal África 21 Digital de 11/08/2011 - 08:45.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Angola avança na padronização das língua nacionais

16/03/2011

Luanda

Angola conta já com trabalhos muito avançados na padronização e uniformização de alfabeto de pelo menos seis línguas nacionais, disse, hoje, à Angop, o vice-ministro da Cultura, Cornélio Caley. O responsável falava à Angop, à margem do encerramento do 1º Worshop Internacional que decorreu em Luanda, de 14 a 15 de Março, no âmbito do programa do Ministério da Cultura que prevê, entre outras políticas, o estudo, valorização e padronização da ortografia do alfabeto das línguas nacionais.


Segundo o vice-ministro, estes avanços são bastante importantes, já que ao “examinar-se o que já existe, provavelmente não seja mais necessário realizar outros encontros para debater os conceitos e a sua padronização”.

Disse que a harmonização “é a forma de encontrar um alfabeto comum das línguas nacionais em Angola, mas, constatou-se que já existem muitos avanços neste domínio”.

Indicou, à propósito, que além deste workshop internacional foram já realizados quatro encontros (seminários) sobre línguas nacionais, os quais permitiram registar esses avanços em termos de conceitos padronizados, em pelo menos algumas línguas mais faladas.

As línguas nacionais Kikongo, Kimbundo, Cokwe, N’haneka Humbe, N’ganguela, Umbundo e Kuanhama já contam com alfabeto próprio, segundo garantias do vice-ministro, Cornélio Caley.

Lamentou a ausência de representante dos Koisan, motivada pela inexistência de peritos em linguística desta área etnolinguística.

“Os especialistas desta área (dos Koisans) dedicam-se mais ao estudo antropológico e não propriamente da linguística. Penso que devemos formar quadros nesse domínio, sob pena de extinção”, defendeu o responsável, sem avançar horizonte.

Outro aspecto apontado como estando na base da ausência de um especialista em linguística daquele grupo étnico tem a ver com o facto de os seus falantes serem em número muito reduzido no país.

“É preciso estimular à fala das línguas nacionais, porque isso leva à participação das pessoas. Tem que se fazer um enorme esforço na área da linguística, para que a medicina, a botânica, a poesia, os instrumentos de trabalho e tudo que diz respeito a nossa vida sejam também abordados e compreendidos através de livros escritos em línguas nacionais”, enfatizou, acrescentando que sem a escrita tudo desaparece.

Disse que aquilo que o Ministério da Cultura está a fazer, no âmbito da padronização dos conceitos, visa conferir instrumentos ao Ministério da Educação, no sentido de tomar o ensino padronizado das línguas nacionais nas escolas do país como algo normal.

“Queremos dar instrumentos técnico-científicos ao Ministério da Educação”, concluiu.

fonte: ANGOP
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Angola
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alfabeto, Cokwe, Kikongo, Kimbundo, Kuanhama, línguas nacionais, N'ganguela, N'haneka Humbe, padronização, Umbundo

sábado, 30 de julho de 2011

Presidente da República de Angola coloca primeira pedra no Projecto de Requalificação do Sambizanga

O Presidente da República, Engº José Eduardo dos Santos afirmou ontem, em Luanda que o lançamento da primeira pedra do projecto de requalificação do Sambizanga representa o início de um novo capítulo na história do município.
Falando num encontro com anciãos do município, que testemunharam a cerimónia, José Eduardo dos Santos referiu que a obra a ser erguida “é um mérito de todos os que apoiaram este desejo de mudança para melhor”. Este é um momento que assinala a abertura de um novo capítulo na história do município do Sambizanga em particular e da província de Luanda em geral, frisou o Presidente da República.
O Chefe de Estado felicitou os representantes dos munícipes “porque tudo aquilo não teria sido possível se não houvesse boa compreensão da população” e exemplificou que, se as pessoas estivessem contra e fizessem manifestações a contrariar a iniciativa, nada seria feito, “porque uma pessoa pode ter muito boa vontade, mas se não realizar a vontade da sociedade não consegue nada”.
José Eduardo dos Santos apelou à comunidade local para continuar a apoiar o projecto que vai dignificar o Sambizanga e coloca o município como uma referência, e dê a sua contribuição na construção da nova Angola que está em curso.
“Lançámos a primeira pedra, vimos as imagens bonitas que são desenhos animados. Queremos coisas concretas, casas em que se possa entrar, ruas em que se possa circular e com segurança. Temos que passar essas imagens virtuais para coisas concretas”, frisou.

Novo quadro

O Presidente da República referiu que o antigo mercado do Roque Santeiro não dignificava a convivência social que caracteriza as grandes cidades. Por isso, decidiu-se pela criação de um espaço de trabalho de convivência que se caracterizasse por padrões de uma vida moderna e garantisse o bem-estar social, apesar de algumas incompreensões.
Hoje, frisou, temos um espaço onde estava o mercado diferente. “Os problemas relacionados com marginais e com várias desgraças que aconteciam aqui, com comportamentos indignos, tráfico de todo o tipo, incluindo tráfico de drogas, criminalidade crescente, que não dignificavam ninguém, essa fase passou”. Em relação ao início do projecto, que vai permitir a construção de mais de três mil casas do tipo T3 para alojar 400 mil pessoas, o Chefe de Estado disse tratar-se de “uma grande responsabilidade”, não apenas do Executivo e do partido no poder, mas de quem vive e vai trabalhar na área e está em contacto permanente com as populações que precisam mudar a sua vida para melhor.
Enquanto natural do Sambizanga, José Eduardo dos Santos pediu aos seus contemporâneos que não se desmotivassem, apesar da idade, afirmando que “temos o dever de deixar um legado para as futuras gerações de que nos possamos orgulhar e de que eles também se possam orgulhar sobre o esforço, a dedicação que nós evidenciamos durante toda a nossa vida”.
José Eduardo dos Santos agradeceu as palavras do representante dos munícipes do Sambizanga, pelo seu conteúdo, carinho, amizade e solidariedade, e porque assinalam um momento novo para o município. O Chefe de Estado testemunhou a assinatura dos autos de consignação das quatro empreitadas entre o Ministério do Urbanismo e Construção e os representantes das empresas encarregues de erguer as infra-estruturas internas no perímetro do antigo mercado do Roque Santeiro e arredores.
A primeira fase da empreitada, orçada em 99.031.723 dólares norte-americanos, consistirá na construção de infra-estruturas sociais no perímetro do antigo mercado do Roque Santeiro, ligação rodoviária Miramar/Campo Mário Santiago/Rotunda da Boavista/estrada Lueji Anconda, estações de tratamento de água potável, esgotos e rede de energia eléctrica.
A segunda fase, avaliada em 95.100.000 dólares, consiste na construção de três mil moradias do tipo T3 num período de 12 meses. A terceira, com a duração de 20 meses e um custo de 34.748.755 dólares, consiste na criação de um túnel de três mil metros de comprimento e 16 de largura, partindo da zona do Miramar até São Paulo.
A quarta fase, a ser executada num prazo de 12 meses, com um valor de 21.626.758 dólares, consistirá nos trabalhos de protecção, estabilização e arranjos exteriores, bem como na criação de equipamentos sociais nas encostas da Boavista e Sambizanga.
O projecto prevê a implantação de novas redes de abastecimento de água, de drenagem das águas residuais e pluviais, e de abastecimento de energia. Vão ser igualmente implantadas infra-estruturas médicas, de ensino, culturais, desportivas e recreativas.

Engajamento do Presidente

O ministro do Urbanismo e Construção, Fernando Fonseca, disse na cerimónia que a requalificação urbana do antigo mercado do Roque Santeiro representa a vontade e expressão do engajamento pessoal e muito participativo do Presidente José Eduardo dos Santos na melhoria das condições de habitabilidade e de vida do povo angolano.
De acordo com Fernando Fonseca, o projecto consiste no aproveitamento de espaços livres para a requalificação evolutiva, do tipo “bola de neve”, dando corpo ao plano director de requalificação da zona central de Luanda que se estende ao Cazenga, Viana e Rangel, cujos estudos já se encontram em fase avançada.
Trata-se, frisou, do ensaio de dois modelos de desenvolvimento urbano: as novas urbanizações, a partir de terrenos sem ocupação, por um lado, e o da requalificação urbana da cidade antiga e dos tradicionais musseques, por outro.
O ministro anunciou que vão igualmente ser enquadrados nas empreitadas operários, técnicos e especialistas nacionais, bem como material de construção e equipamento locais, além de outros benefícios para a comunidade que serão agregados durante a fase de construção.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Festa oferecida à Escola da Liga no dia da Criança Africana

Discurso do Presidente em exercício

Caros alunos e alunas
Caros membros da Direcção da Escola da Liga Nacional Africana
Caros colegas da Liga Africana

Queridos amiguinhos, certamente que sabem que hoje é dia 16 de Junho dia da criança africana. Um dia especial dedicado a todas as crianças de África. Deveremos hoje fazer uma reflexão séria e profunda sobre os problemas que as crianças no mundo vivem em especial as crianças africanas, que enfrentam tremendos problemas de segurança, nutrição, educação e falta de outras condições indispensáveis para o seu crescimento harmonioso, saudável e seguro.

Felizmente vocês apesar das dificuldades, carências de varia ordem, têm uma escola, onde estudam cerca de 800 alunos. Há a particularidade de vocês estudarem numa escola que encerra um profundo sentido da nossa história, da luta que os nossos antepassados desenvolveram em prol da nossa independência, alguns deles felizmente ainda estão vivos e junto de nós. Este edifício onde está a vossa escolinha, onde funcionou a LIGA NACIONAL AFRICANA que fundou esta escola, era um local por onde passaram brilhantes nacionalistas, que deram um brilhante contributo a nossa luta de libertação nacional. Por esta escola passaram muitos alunos que hoje têm no contexto da nossa independência, exercido cargos de governação muito importantes. Por isso o apelo que vos dirijo é para que estudem, aprendam com disciplina e rigor para poderem seguir o exemplo de muitos nacionalistas que por aqui passaram.

A LIGA AFRICANA, decidiu hoje oferecer-vos este lanchinho e algum material escolar para vocês e para a vossa escola, para vos dizer que vocês são uma prioridade na nossa actuação, nos projectos imensos que pretendemos realizar em prol da criança, se pudéssemos podem crer que melhoraríamos as vossas condições e dos vossos professores, esta escola tem de ser uma escola de referencia em Angola.

Temos um programa de diversão e recreação para que hoje passem um dia alegre e feliz connosco.
Muito obrigado a todos que se dispuseram ajudar a LIGA AFRICANA a realizar este modesto mas significativo acto neste dia.
VIVA AS CRIANÇAS AFRICANAS
VIVA AS CRIANÇAS DE ANGOLA.

















sexta-feira, 15 de julho de 2011

Homenagem ao Frei João Domingos

Um ano depois da sua morte, a homenagem merecida...

TARDE DE LOUVOR (Domingo 7 de Agosto/Cine Atlântico a partir das 15 horas)
 
1. Discurso de abertura - Cardeal D. Alexandre do Nascimento
*   Música

2. José Maria dos Santos
    Governador Provincial de Luanda

3. D. Zacarias Kamwenho
    Arcebispo Emérito do Lubango
*  Música

4. Fr. Moisés Lukondo, OFMcap
    Presidente da CSMIRMA
*  Música

5. Ir. Lúcia Geraldo, stj - Presidente da USMIRFA
*  Música

6. Rev. Gaspar João Domingos - Bispo da Igreja Metodista

7. António Panzo - Reitor do ICRA

8. Felisbela Espírito Santo - Direcção do Instituto Superior João Paulo II
*  Música

9. Fernando Pacheco - Coordenador do OPSA Observatório Político Social de Angola
*  Música

10. Ir. Manuela Nacamdumbo, DSCS

11. Mensagem das Monjas Dominicanas de Angola
*    Música

12. Nelson Bonavena - Docente Universitário
*    Música

13. Teresa do Espírito Santo - Representante da Paróquia do Carmo
*    Música

14. Luísa Rogério - Presidente do Sindicato dos Jornalistas
*    Música

15. Daniel Fernandes - Representante da família do fr. João Domingos, op

16. Fr. Miguel Chacachama, op - Vigário Provincial dos Dominicanos em Angola
*    Música

17. Discurso de Encerramento - D. Anastácio Kahango, Bispo Auxiliar de Luanda

Nota: A Animação musical a cargo de Pérola e Frei Zé Paulo

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Londres, 8 Julho 2011
Reconhecimento
BESA na promoção da sustentabilidade
Álvaro Sobrinho empossado como Presidente do Conselho de Administração do Comité Científico Global do Instituto Planeta Terra.

O empenho de Angola na promoção do desenvolvimento sustentável foi o principal destaque da cerimónia de empossamento do Conselho de Administração e do Comité Científico Global do Instituto do Planeta Terra (The Planet Earth Institute - PEI), que decorreu, esta semana, em Londres, Inglaterra.
Neste evento, onde Álvaro Sobrinho tomou posse como Presidente do Conselho do PEI, estiveram presentes várias personalidades inglesas, com destaque para membros da House of Lords, nomeadamente Lord Paul Boateng e Lord Frank Judd.
Membros da UNESCO e da ONU também estiveram presentes no evento, representado pela Directora
da Igualdade de Género e ainda por Christine Alfsen, Sénior Adviser das Nações Unidas.
O Governo angolano esteve representado pelo embaixador de Angola na UNESCO, Sita José.
Lord Boetang disse que Angola é um exemplo, destacando o facto de ser “a primeira vez que um país em desenvolvimento lidera com tanto empenho a promoção da sustentabilidade, num projecto de dimensão global”.
Lord Boateng foi ministro no Governo de Tony Blair e responsável por alguns projectos em África, liderados pelo Reino Unido.
Por seu lado, Lord Frank Judd congratulou Álvaro Sobrinho e o BESA pelo seu apoio à causa.
“Álvaro Sobrinho é um grande exemplo. É muito importante que os líderes de grandes organizações
se empenhem neste tipo de actividades.”, referiu.
O referido evento contou ainda com a participação de figuras ligadas à sustentabilidade, como é o caso de Christopher Edwards, que realçou a importância dos projectos do PEI, cujo Comité Científico Global,
presidido pelo Prof. Paul Younger, tem dado um contributo fundamental para o alcance de resultados eficazes.
À margem da cerimónia de tomada de posse, Álvaro Sobrinho foi recebido oficialmente na House of Loards, por Lord Bruce Grocott, que durante vários anos tem trabalhado na promoção das relações entre o Reino Unido e os países em desenvolvimento. Em 2010, o parlamentar inglês fez parte de uma comitiva que realizou uma visita oficial a Angola.
No final da reunião, Lord Grocott afirmou que “o encontro foi muito importante, já que foram criados laços que servirão de base para a implementação de várias iniciativas”. Para Álvaro Sobrinho, “estabelecer relações com altas individualidades permite apresentar a visão do país sobre vários temas da sustentabilidade, além de valorizar a imagem de Angola, elevando-a ao mais alto nível internacional”.

A Liga Africana congratula-se com tão elevada distinção deste dedicado patriota. Desja muitos sucessos na sua carreira profissional e que continue elevando bem alto os símbolos de Angola.

Bem Haja

terça-feira, 14 de junho de 2011

OMS e Fundação Bill e Melinda Gates identificam áreas de colaboração

13-06-2011 17:57
ANGOP
Luanda
OMS e Fundação Bill e Melinda Gates identificam áreas de colaboração
Angop

Luís Gomes Sambo e Bill Gates


Luanda - A Organização Mundial da Saúde (OMS/África) e a Fundação Bill e Melinda Gates identificaram, em Washington, EUA, as prioridades para uma colaboração adicional, numa tentativa de se coordenar o aumento do apoio aos países da região africana.

Segunda uma nota da OMS chegada hoje à Angop, as prioridades foram definidas no âmbito de uma jornada de trabalho de dois dias durante os quais o director regional da OMS, Luís Gomes Sambo, e os responsáveis da Fundação Bill e Melinda Gates, partilharam ainda informações sobre questões de saúde pública de interesse regional.

No final, o director regional da OMS manifestou o seu apreço pelos valores e os princípios que norteiam o programa mundial de saúde da fundação e as necessidades sociais e sanitárias dos pobres e das populações vulneráveis.

As discussões centraram-se na erradicação da poliomielite, melhoria da disponibilização de vacinas e da cobertura vacinal ao nível subnacional, saúde familiar e reprodutiva, reforço das capacidades de regulamentação farmacêutica, prevenção e controlo das doenças transmissíveis.

Os resultados das discussões emanaram dos papéis complementares e dos mandatos das duas organizações nas áreas do financiamento da investigação, da descoberta de novas tecnologias e do seu acesso e aplicação na prestação de cuidados de saúde a um custo acessível.

Durante a reunião com Bill Gates, Luís Gomes Sambo reconheceu as contribuições da fundação para a saúde mundial, sobretudo na área da vacinação e da erradicação da poliomielite na região africana. ”Bill Gates prometeu prosseguir o compromisso da erradicação da poliomielite e de advogar a favor da redução do custo das vacinas”, disse Luís Gomes Sambo.

Para além da visita à Fundação Bill e Melinda Gates, Luís Gomes Sambo visitou e participou em sessões de trabalho com o Banco Mundial, com o Departamento de Serviços Humanos e de Saúde dos Estados Unidos e com a Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

Comboio da Canhoca ( 2004 ) 87 min | 35 mm/cor Realização: Orlando Fortunato SINOPSE OFICIAL: Angola, Malange, 1957. Consequência de uma ...